Glossário
As palavras que aparecem no mapa, nos filtros e nas fichas, com o que cada uma quer dizer aqui. Alguns termos têm sentido próprio neste sistema, diferente do uso corrente. Quando for o caso, o verbete diz.
O que a coordenada permite afirmar
Esta é a distinção mais importante do mapa, e a que mais gera dúvida. Um ponto no mapa não quer dizer sempre a mesma coisa. Às vezes ele marca o endereço da instituição. Às vezes marca apenas o município onde ela fica, porque é só isso que a fonte informava.
Os dois casos apareceriam idênticos se usássemos o mesmo símbolo, e o leitor concluiria que sabemos o endereço quando não sabemos. Por isso cada ponto carrega uma classe de precisão, com forma própria no mapa e frase declarada na ficha.
No mapa, a cor do ponto indica o grupo temático e a forma indica a precisão. Os símbolos abaixo estão todos na mesma cor de propósito, para que só a forma chame atenção.
- Endereço
- A coordenada corresponde ao endereço ou logradouro registrado.
- Instalação de referência
- A coordenada indica o conjunto ou a instalação de referência, não um prédio específico.
- Posição municipal
- A coordenada indica o município, não a localização exata do registro.
- Posição generalizada
- A posição foi generalizada de propósito, por se tratar de instalação sensível.
- Representação esquemática
- Representação esquemática: indica relação ou abrangência, não rota física, duto ou traçado real.
Aproximar o zoom não melhora a precisão de um ponto municipal. Ele continua no centro do município, e continua significando a mesma coisa: a instituição está naquele município, em algum lugar que a fonte não disse.
- Centroide municipal
- O ponto central do território de um município, calculado pela sua geometria. É onde o mapa põe um registro quando a fonte informa só o município, sem endereço. Não é a prefeitura nem o centro da cidade, e não indica onde a instituição funciona.
- Dados libertos
- Informações públicas organizadas e disponibilizadas em formatos livres, acessíveis e legíveis por máquinas (CSV, GeoJSON, KML e JSON), para que qualquer pessoa possa consultar, reutilizar e analisar. Os do mapa estão na página Dados libertos, com a versão da base, a data de corte e a fonte de cada linha.
Como o mapa está organizado
- Registro
- Cada linha do inventário. Costuma ser uma instituição, mas pode ser uma infraestrutura, um programa ou um equipamento. No código e nos arquivos exportados aparece como feição, que é o termo cartográfico para qualquer coisa com posição no mapa.
- Eixo
- A porta de entrada do mapa: Ciência, Inovação, Tecnologia, Educação, Economia e Infraestrutura. Cada eixo reúne camadas e tipos de instituição de um mesmo campo. Um registro pode estar em mais de um eixo (um laboratório de universidade conta em Ciência e em Inovação), então a soma dos eixos passa do total de registros. Governança municipal e fomento da FAPERJ não entram em eixo: são indicadores por município, não lugares.
- Camada
- Um conjunto temático de registros, montado por um critério só: institutos de pesquisa, incubadoras, cabos submarinos. Cada camada tem sua própria fonte, sua própria avaliação de qualidade e sua própria limitação declarada. No painel, as camadas ficam em "Refinar por camada do inventário", abaixo dos eixos, para quem quer um recorte mais fino.
- Subcamada
- Uma divisão dentro de uma camada. Um registro pode estar em mais de uma subcamada ao mesmo tempo, então somar as subcamadas dá um número maior que o total da camada. As contagens exibidas contam registros distintos, nunca vínculos.
- Infovia RJ
- Projeto de rede estadual de fibra óptica para educação e pesquisa, do Programa Conecta (MCTI), com recursos do FNDCT e execução da RNP em parcerias com provedores. As linhas ainda não existem: o desenho é o planejado, em duas fases, com rotas de longa distância pelas rodovias e redes metropolitanas que ligariam instituições dentro da cidade. Aparece como camada de contexto, que se mostra ou oculta. O traçado é o do arquivo fornecido pela SECTI, sem correção. A página Por onde passará a Infovia RJ, na aba Análises, mede quem a rede alcançaria.
- Grupo temático
- A reunião de camadas próximas, usada para organizar o painel e para dar cor aos pontos. Conectividade, conhecimento e pesquisa, formação, fomento e os demais.
- Esfera institucional
- Quem mantém a instituição. Os valores em uso são Federal, Estadual, Municipal, Privada, Interinstitucional e Sistema S. Interinstitucional vale para o que é mantido por mais de uma esfera ao mesmo tempo, e Sistema S reúne as entidades do tipo Senai, Sesi e Senac, que não são nem públicas nem exatamente privadas.
De onde vem cada informação
- Fonte
- O documento, cadastro ou página que sustenta o registro. Nenhum registro entra no mapa sem uma. A ficha de cada instituição mostra qual é, e a página de fontes lista todas com a data da última conferência de link.
- Classe de fonte
-
A procedência da fonte, que é diferente da sua exatidão. Um dado de operador pode estar
certíssimo e ainda assim não ter o peso de um registro regulatório. As classes em uso:
- Fonte oficial ou regulatória 644
- Fonte institucional ou de operador 126
- Fonte interna do observatório 22
- Fonte acadêmica ou institucional 13
- Provedor geoespacial 13
- Rede acadêmica ou institucional 7
- Fonte interna
- Documento produzido pelo próprio observatório que montou o inventário, sem endereço público que resolva. Fica declarado assim de propósito: um link que não abre é pior quando finge ser externo.
- Situação
- O que se sabe sobre o registro estar ativo. Vem escrito com as palavras da fonte, em frases como "Confirmado em fonte institucional" ou "Situação operacional a reconfirmar". Não é um carimbo padronizado, e a diferença entre as frases costuma ser informação de verdade.
- Correção editorial
- Alteração feita pela curadoria por cima do que veio na planilha de origem, sempre com motivo, data e autor registrados. Nada é corrigido em silêncio.
Como cada camada é avaliada
Três perguntas separadas, respondidas camada por camada. Elas não se somam nem viram nota única, porque medem coisas diferentes: uma camada pode ter documentação excelente e cobertura ruim.
- Confiança documental
- Quanto a fonte sustenta o que o registro afirma.
- Confiança espacial
- Quanto a posição no mapa corresponde ao lugar real.
- Completude
- Quanto do universo daquele tema o inventário alcançou. Completude baixa não quer dizer dado errado: quer dizer que falta coisa.
- Limitação declarada
- A frase que diz o que aquela camada especificamente não permite concluir. Aparece no painel, na ficha e dentro dos arquivos exportados, para que a ressalva viaje junto com o dado.
As três usam a mesma escala: Alta, Média-alta, Média, Média-baixa e Baixa, mais os casos em que o valor é Derivada, Dinâmica ou Não avaliada. Derivada marca o que foi calculado a partir de outro dado em vez de vir da fonte. Dinâmica marca o que muda rápido demais para uma foto anual valer por muito tempo.
As leituras do mapa
- Mapa de calor
- Pinta cada município pela quantidade de instituições registradas nele. Município sem registro fica com cor própria, e não com a cor de valor baixo: ausência de registro não é ausência de capacidade, e as duas coisas não podem parecer a mesma no mapa.
- Colorir municípios por indicador
- Usa um dado municipal externo, como PIB ou população, para colorir o mapa por trás dos pontos. Serve para olhar as instituições contra o território, e não para afirmar relação de causa entre as duas coisas.
- Universo do indicador
- O que exatamente o número conta, escrito por extenso. Sem isso, dois indicadores parecidos seriam comparados como se medissem o mesmo, o que raramente é verdade.
- Agrupamento
- Os círculos com número que aparecem quando muitos pontos ficam próximos. Passar o mouse mostra a composição por classe de precisão, porque o agrupamento esconde exatamente a distinção que o mapa faz questão de manter visível.
- Buscas sugeridas
- Na Pesquisa por tema e em Infraestrutura e equipamentos, áreas que as fontes declaram nos mesmos registros do tema ou da busca escolhidos e que são pelo menos 1,5 vez mais frequentes ali do que no catálogo inteiro. São escritas como na fonte, sem sinônimos criados pelo mapa. Aparecer junto não quer dizer colaboração entre instituições. A regra completa está na metodologia.
- Instituição executora (projetos da Finep)
- A instituição que faz o trabalho do projeto contratado pela Finep, com o nome que a Finep publica. A página Projetos mostra também a ficha do mapa ligada a ela pelo CNPJ e o município dessa ficha, que não é necessariamente onde o projeto acontece nem o território que ele atende. O proponente, quando é outro (muitas vezes uma fundação de apoio), não entra.
- Fundo cartográfico
- A imagem por baixo dos pontos. Começa na malha municipal servida por este site. As outras opções vêm de servidores de terceiros, que passam a ver o seu endereço de rede, e por isso só são buscadas depois que você autoriza.
Os números do município
- PIB
- Valor de tudo o que foi produzido dentro do município num ano. Mede a produção no território, não a renda de quem mora lá. O do mapa é o de 2023, do IBGE.
- PIB per capita
- A produção do município dividida pelo número de moradores, como a CEPERJ publica. Ajuda a comparar municípios de tamanhos diferentes, mas não mostra quanto cada pessoa recebe: em município com petróleo ou grande indústria o número pode ser altíssimo sem chegar à população. O do mapa é de 2021.
- Região de Governo
- Cada uma das oito regiões em que o estado se divide oficialmente: Metropolitana, Baixadas Litorâneas, Norte Fluminense, Médio Paraíba, Costa Verde, Serrana, Centro-Sul Fluminense e Noroeste Fluminense. Junto, reúnem os 92 municípios. Dá para filtrar o mapa, a lista e a matriz por região.
- Perfil econômico
- Como a economia de um município se distribui entre agropecuária, indústria e serviços, e quais desses setores aparecem com peso maior que no estado. Descreve o que o município produz hoje, sem dizer o que deveria produzir. Está na página Perfil econômico, e não diz que curso ofertar.
- Quociente de especialização (valor adicionado)
- O peso do setor na economia do município dividido pelo peso do mesmo setor no estado. Acima de 1, o setor é mais importante ali do que na média estadual. Um setor conta como especialização quando pesa pelo menos 10% da economia local e pelo menos 1,3 vez o que pesa no estado. O quociente sempre aparece com o peso do setor ao lado.
- Especialização (no Perfil econômico)
- Um município num setor em que a economia local pesa pelo menos 10% e pelo menos 1,3 vez o que pesa no estado. Um município pode ter mais de uma. É a unidade que os gráficos do fim da página do Perfil econômico contam.
- Lacuna de oferta a planejar
- Município com especialização econômica e sem unidade da FAETEC a até 30 km em linha reta. É um levantamento em análise da SECTI, que é a responsável por oferecer os cursos, e não anúncio de curso, vaga ou prazo.
- Peso no PIB do estado
- Quanto do PIB do Estado do Rio de Janeiro vem deste município. É a parte, não uma nota.
- Valor adicionado
- O que cada setor acrescenta ao que produz, sem contar o que comprou de fora. É com ele que o IBGE mostra quanto da economia local é indústria, serviços, administração pública ou agropecuária. Publicado até 2021.
- Administração pública (na economia)
- Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social. Aparece separada dos demais serviços porque o governo é, em muitos municípios, o maior empregador.
- Posição entre os 92 municípios
- A ordem do município numa lista dos 92, do maior para o menor valor, na mesma fonte e no mesmo ano. Só ordena; não diz se estar em cima é bom.
- Escala logarítmica
- Régua em que cada divisão vale dez vezes a anterior. Usada na tira de posição porque os municípios variam de poucos milhares a milhões de habitantes, e numa régua comum quase todos ficariam colados.
- Sistema S
- Entidades como SENAI, SESI, SESC e SEBRAE, mantidas com contribuições das empresas e que oferecem ensino, tecnologia e serviços.
Os números do diagnóstico
Termos que aparecem na página Diagnóstico. Ali, cada gráfico traz a fonte logo abaixo; aqui está o que as palavras querem dizer.
- Vínculo (de emprego formal)
- Um emprego com registro, contado em 31 de dezembro do ano: cada relação de trabalho que a empresa declarou ao governo naquela data. Se uma pessoa tem dois empregos formais, conta dois vínculos. Quem trabalha sem registro, o microempreendedor sem empregado e o autônomo não entram na conta. O vínculo é contado onde fica o estabelecimento, não onde a pessoa mora. Por isso "3.008 vínculos" quer dizer 3.008 empregos formais naquele setor e município, e não 3.008 moradores.
- RAIS
- Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego. É a declaração anual em que as empresas informam seus estabelecimentos e empregados. É a fonte do emprego formal no Diagnóstico (o do mapa é o de 2025). Não cobre o trabalho informal. Conta como estabelecimento o que declarou RAIS com movimento no ano, mesmo sem vínculo ativo em 31 de dezembro, como nas tabelas do Ministério; a declaração de quem não teve movimento (a "RAIS negativa") fica de fora. O P&D da RAIS (CNAE 72) reúne entidades públicas e privadas, e as universidades ficam em educação (CNAE 85), então a RAIS não mede a pesquisa pública inteira.
- Royalties do petróleo
- Compensação financeira paga por quem produz petróleo e gás natural, distribuída pela ANP à União, aos estados e aos municípios. No Diagnóstico aparecem os valores recebidos pelos municípios (concessão e partilha, royalties até 5% e excedentes), em reais do ano, sem correção. Ficam de fora as participações especiais e o Fundo Especial, que a ANP lista à parte. Mostram quanto recurso chegou ao município, não como a prefeitura o gasta.
- FAPERJ, bolsas e auxílios
- Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a agência estadual de fomento à pesquisa. Bolsa é o valor pago a uma pessoa (estudante ou pesquisador); auxílio é o recurso que financia um projeto ou despesa de pesquisa. O Diagnóstico mostra o que a FAPERJ contemplou e pagou de 2020 a 2025, como consta no portfólio da própria fundação.
- Emprego tecnológico
- Vínculos formais ativos em 31 de dezembro nas atividades de tecnologia da informação e serviços de informação (CNAE 62 e 63), pesquisa e desenvolvimento científico (CNAE 72), indústria farmacêutica (CNAE 21) e fabricação de equipamentos de informática e eletrônicos (CNAE 26). É o recorte que o Diagnóstico usa; não é todo o trabalho em tecnologia, porque quem trabalha com tecnologia em outras atividades fica no setor dela.
- P&D (pesquisa e desenvolvimento)
- Atividade de pesquisa científica e desenvolvimento experimental, a CNAE 72 na RAIS. Ela reúne entidades públicas e privadas: 37% dos vínculos de P&D do estado são de estabelecimentos públicos, quase todos de um único estabelecimento, no Rio. As universidades ficam em educação (CNAE 85), então a RAIS não mede a pesquisa pública inteira; a pesquisa aparece também nos registros do mapa.
- Perfis dos municípios
- Quatro grupos que cruzam formação e emprego tecnológico: polo consolidado (forma e emprega), emprego tecnológico sem formação local (tem emprego, forma pouco), forma talento com emprego tecnológico fraco (forma, emprega pouco) e base ainda pequena (pouco nos dois). Os cortes são 50 concluintes por 100 mil habitantes e 1 vínculo tecnológico por mil habitantes. São uma descrição de hoje, não uma nota nem um destino.
- Estabelecimento único
- Em município pequeno, um só estabelecimento pode puxar o número de emprego tecnológico por habitante: em Teresópolis ele responde por 82% dos vínculos tecnológicos, em Itatiaia por 95% e em Cachoeiras de Macacu por 79%. O Diagnóstico avisa quando isso acontece, porque o perfil do município pode mudar com a saída ou a chegada de um único estabelecimento.
- População (por habitante)
- Os números por habitante, por 100 mil ou por mil, usam a estimativa de população do IBGE para 2026, mesmo quando o dado de emprego ou de formação é de 2024 ou 2025.
- EIRELI
- Empresa individual de responsabilidade limitada: forma de empresa de um único titular. Na nota do CNPJ, o Diagnóstico a soma, com a sociedade limitada unipessoal, às empresas unipessoais.
- Sistemas produtivos (abas)
- Quatro recortes sugeridos por Rabelo, Versiani e Osorio (2025, Cadernos do Desenvolvimento Fluminense nº 28) para olhar a economia do estado: o complexo econômico-industrial da saúde, o petróleo e gás, o conjunto turismo, cultura, entretenimento e esporte, e a agricultura familiar. A página O Rio por sistema produtivo mostra cada um em uma aba, somando grupos de atividades da RAIS. Como a RAIS não separa a agricultura familiar da patronal, a aba de agricultura mostra toda a agropecuária.
- PEDES e complexos econômicos
- Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado do Rio de Janeiro, de 2024 a 2031, instituído pela Lei estadual nº 10.266/2023 e coordenado pela Secretaria de Planejamento e Gestão. O Art. 14 define seis complexos econômicos (petróleo e gás; economia do mar; economia da saúde; infraestrutura e logística; economia verde; economia criativa e turismo), que são conjuntos de setores ligados a uma mesma base técnica e produtiva. A página O Rio pelos complexos do PEDES soma o emprego formal das atividades que a Secretaria lista para cada complexo. Setor líder é a atividade que o plano considera capaz de puxar o resto da cadeia.
- Empresas de TI (software e serviços de TIC)
- Termo do estudo do Observatório Softex e do TI Rio para a indústria de software e os serviços de tecnologia da informação e comunicação, que no estudo inclui telecomunicações e outros serviços. A contagem é de empresas, sem informar o porte, e não de empregos. Difere da RAIS, que conta vínculos formais só nas atividades de tecnologia da informação.
- CNAE e setor
- A CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) é a classificação oficial das atividades econômicas. O Diagnóstico agrupa suas divisões em 17 setores (por exemplo, "turismo, hospedagem e alimentação" reúne hospedagem, restaurantes e agências de viagem; "moda, madeira, papel e móveis" reúne têxtil, confecção, couro, madeira, papel e móveis). A administração pública entra no total do município e do estado usado para calcular os pesos, mas não é candidata a especialização, porque mede a dependência do setor público, não uma especialização produtiva. Também ficam fora dos setores a indústria farmacêutica e a de eletrônicos (CNAE 21 e 26), as associações (94), a reparação e os serviços pessoais (95 a 97) e os organismos internacionais (99): juntos, 3,1% dos vínculos do estado, que continuam no total usado como denominador.
- Quociente de especialização (emprego)
- O peso do setor no emprego formal do município dividido pelo peso do mesmo setor no emprego do estado. Acima de 1, o setor é mais importante ali do que na média do estado; 1,5 quer dizer uma vez e meia. Fica sempre junto do peso do setor, porque um quociente alto num setor minúsculo engana.
- Especialização (no Diagnóstico)
- Setor em que o município tem quociente de pelo menos 1,5, ao menos 100 vínculos e 3% do emprego local. Descreve o que a economia local concentra hoje. Não é "vocação" nem destino: a escolha de caminhos para uma região é decisão política. O Diagnóstico usa este termo, e não "vocação", de propósito.
- Perto do corte
- Setor com quociente entre 1,1 e 1,5, com os mesmos mínimos de vínculos e de peso. Aparece à parte para que setores relevantes, como o turismo em algumas cidades, não sumam só por ficarem abaixo de 1,5. Não entra na comparação com os cursos da FAETEC.
- Setores próximos
- Setores que costumam aparecer juntos nos mesmos municípios brasileiros, o que sugere que dividem pessoas, fornecedores e conhecimento. Mostra onde há base para ir além do que o município já faz. Descreve o que costuma vir junto; não prevê o que vai surgir.
- Curso do setor, e "perto"
- Curso da FAETEC que, pelo nome, serve ao mesmo setor da especialização do município. "Perto" quer dizer em uma unidade a até 30 km em linha reta do ponto do município (a posição do município no mapa, não a sede; 40 das 136 unidades ainda usam o ponto do município no lugar do endereço, e nesses casos a distância é aproximada). A classificação do curso em setor é preliminar. Cursos gerais (idiomas, Libras, Excel e Power BI) e de serviços pessoais não contam; cursos de informática e computação contam como informação e comunicação.
- Vagas do edital (FAETEC)
- Vagas abertas no processo seletivo da FAETEC de um semestre (2026.1, 2026.2), como aparecem no Anexo II de cada edital da COSEAC/UFF, com as cotas somadas. Não é matrícula, e uma unidade pode ter cursos que não abriram vaga neste processo. A página Os cursos da FAETEC reúne as vagas de 2021 a 2026 e a procura por elas.
- Intensidade tecnológica (exportação)
- Classificação da OCDE (Galindo-Rueda e Verger, 2016) que agrupa os setores da indústria de transformação pelo esforço em pesquisa e desenvolvimento. Alta: farmacêutica, informática e eletrônica, aeronaves. Média-alta: química, equipamentos elétricos, máquinas, veículos, outros equipamentos de transporte, armas e instrumentos médicos. A extração de petróleo e a mineração ficam fora. Usada em O RJ entre os estados.
- Qualificação profissional (FIC)
- Cursos de formação inicial e continuada da FAETEC: cursos curtos, como idiomas, informática, eletricidade predial e beleza, que não dão diploma de técnico. As vagas vêm do Anexo IV de cada edital FIC.
- Inscrições por vaga (FAETEC)
- Inscrições deferidas que escolheram o curso como 1ª opção, divididas pelas vagas da turma, nas relações de inscritos publicadas pela COSEAC/UFF (2025.1 a 2026.2). Mede procura, não matrícula nem conclusão.
- Sem informação (cursos da FAETEC)
- Há unidade da FAETEC por perto, mas ela ainda não informou seus cursos. Não quer dizer que falte curso: quer dizer que ainda não dá para saber.
- IFDM
- Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal: nota de 0 a 1 que resume emprego e renda, educação e saúde de cada município. Quanto mais perto de 1, melhor. O do Diagnóstico é a edição de 2025, com dados de 2023.
- Ideb
- Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP): junta o aprendizado dos alunos (Português e Matemática) e a aprovação. Vai de 0 a 10. O do Diagnóstico é o dos anos finais do ensino fundamental, de 2025, da rede pública (municipal e estadual somadas, como o INEP publica). Onde as redes diferem muito, o número da rede municipal pode ser outro.
- Concluintes (em áreas STEM)
- Pessoas que terminaram um curso superior em 2024, nas áreas de computação e tecnologias da informação e comunicação (TIC), engenharia, produção e construção, e ciências naturais, matemática e estatística (áreas STEM, na sigla em inglês). O Diagnóstico separa os cursos presenciais dos a distância, e os números de concluintes por 100 mil habitantes são dos presenciais. Cada curso conta no município onde é oferecido (no a distância, o do polo).
- CINE
- Classificação Internacional Normalizada da Educação, que o INEP usa para agrupar os cursos por área. O Diagnóstico usa as áreas gerais CINE 05 (ciências naturais, matemática e estatística), 06 (computação e tecnologias da informação e comunicação) e 07 (engenharia, produção e construção).
A base e sua idade
- INCT
- Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia: rede de pesquisa financiada pelo CNPq e parceiros, sediada em uma instituição. No mapa, cada INCT do Rio de Janeiro aprovado nas chamadas de 2022 e 2024 aparece no ponto da instituição-sede, e não no do laboratório da rede, e entra na matriz como instituto de pesquisa.
- Matriz
- Quadro que cruza o que cada instituição faz (as linhas) com a área em que ela atua (as colunas). Uma instituição pode estar em mais de uma célula, então os totais não se somam. Veja como a matriz é montada.
- Tipo institucional
- A classificação do que a instituição faz, como universidade, instituto de pesquisa, incubadora ou agência de fomento. É a linha da matriz e é definida pela curadoria, com a data da última revisão.
- Fora do universo institucional
- Local que a curadoria decidiu não tratar como ator de CT&I, por exemplo a assistência de saúde sem pesquisa documentada. Continua no mapa, mas não entra nas linhas da matriz.
- Versão da base
- A edição do inventário que está publicada. Aparece no alto de todas as páginas. Hoje: 4.2.5.
- Data de corte
- O dia em que o inventário parou de receber informação nesta edição. O que mudou no mundo depois dessa data ainda não está aqui. Hoje: 19/10/2026.
- Revisitação
- A conferência periódica das fontes. Fonte que envelhece sem ser conferida faz o mapa parecer atual sem estar, então cada uma tem um prazo para ser olhada de novo, mais curto para as que mudam com frequência.
Ficou faltando alguma palavra? A metodologia explica como o inventário foi montado e avaliado, e qualquer registro do mapa aceita correção enviada por quem conhece o assunto.