Como usar o mapa de ciência, tecnologia e inovação do Rio de Janeiro
Manual de uso
Dez minutos e você sabe usar.
Este mapa mostra onde ficam as universidades, os laboratórios, as escolas técnicas e as empresas que fazem ciência, tecnologia e inovação no Rio de Janeiro. Aqui embaixo está como achar o que você procura e como ler o que aparece na tela. E, principalmente, o que os números não querem dizer.
Passo 1
A porta de entrada
A primeira tela apresenta três números e oferece dois caminhos: ver no mapa ou ver em lista. Os números não são enfeite, e cada um responde uma pergunta diferente.
- 3.380 lugares no mapa É tudo que já foi levantado e publicado: instituições, laboratórios, escolas, empresas e infraestrutura.
- 92 de 92 municípios Quantas cidades do estado têm pelo menos um lugar registrado. O "de 92" fica junto de propósito: sem ele, o número parece dizer que o estado inteiro está mapeado por igual.
- 7 eixos Os assuntos em que o mapa organiza tudo, de ciência a infraestrutura. Um lugar pode estar em mais de um.
Logo abaixo dos números tem uma frase que vale ler devagar: aparecer no mapa não quer dizer ter muita coisa. 3 desses municípios têm só um lugar registrado. Volto nisso no fim.
Passo 2
A tela do mapa tem três partes
Clicando em "Ver no mapa" você chega aqui. Parece cheio na primeira vez, mas são só três colunas, e você pode usar só a do meio se quiser.
- À esquerda, os filtros Buscar pelo nome, escolher um município ou uma Região de Governo, escolher quem mantém o lugar e ligar ou desligar assuntos.
- No meio, o mapa Cada bolinha é um lugar. Quando vários ficam perto, viram um círculo com um número dentro; é só aproximar que eles se separam.
- À direita, a lista Os mesmos lugares que estão no mapa, em texto. Clicar em um abre a ficha dele.
Passo 3
Escolher um assunto
Na tela inicial, cada cartão de área abre o mapa já mostrando só aquele assunto. Depois você liga e desliga o que quiser: dá para ver escolas técnicas e indústrias na mesma tela.
Repare no alto da coluna do meio: ele conta quantos lugares estão aparecendo naquele momento. Esse número muda toda vez que você liga ou desliga alguma coisa.
No painel, o jeito mais rápido de escolher é pelos seis eixos: Ciência, Inovação, Tecnologia, Educação, Economia e Infraestrutura. Marque um ou mais. O mesmo lugar pode aparecer em mais de um eixo, porque um laboratório de universidade, por exemplo, é ciência e é inovação. Para um recorte mais fino, abra "Refinar por camada do inventário", logo abaixo.
Em "Camadas de contexto", a opção Infovia RJ mostra ou oculta o projeto da rede estadual de fibra óptica, que ainda não existe. Verde é a Fase 1, azul é a Fase 2; linha contínua é rota de longa distância e tracejada é rede dentro da cidade. Clique num trecho para ver por quais municípios ele passaria.
Passo 4
Ler os símbolos
Esta é a parte que diferencia este mapa de um monte de pontinhos. No canto do mapa tem um quadro chamado "Como ler os símbolos". Ele explica três coisas ao mesmo tempo.
- A cor diz o assunto No mapa, cada ponto tem a cor do grupo da sua camada do inventário, como mostra a legenda. Como um lugar pode estar em mais de um eixo, a cor do ponto não é a do cartão da tela inicial.
- A forma diz o quanto a posição é exata Bolinha cheia é endereço conferido. Bolinha tracejada com um halo em volta quer dizer "é nesta cidade, mas o endereço ainda não foi confirmado".
- O número diz quantos estão juntos Círculo com número é um monte de lugares no mesmo pedaço do mapa. Aproxime para separar.
A segunda é a que mais importa. Parte dos pontos do mapa marca a cidade, e não a porta do prédio. Aproximar o zoom neles não revela nada mais exato: o desenho está dizendo até onde a informação vai.
Passo 5
A ficha de um lugar
Clicando em qualquer ponto, ou em qualquer nome da lista, abre a ficha. É onde está o que sustenta aquele registro.
A ficha começa pelo que interessa a quem chega: quem é a instituição, onde fica (com endereço, quando há) e o que ela produz, como projetos financiados, programas de pós-graduação e patentes. Na ficha de uma unidade da FAETEC, esse bloco inclui as vagas dos processos seletivos de 2026 (um bloco por semestre), por curso e turno. Logo depois vem o município onde ela está, com gráficos e a fonte de cada um.
No fim da página, o bloco Sobre estes dados guarda o que serve para conferir: de onde a informação saiu, com link, o quanto a posição no mapa é exata e como a camada é avaliada. Ele vem fechado; um clique abre. Quando a origem é um registro nosso e não um documento de outro órgão, a ficha avisa. E se a unidade estiver em obras ou sem confirmação de funcionamento, o aviso fica no alto.
Passo 6
A lista, para quem prefere texto
Tudo que está no mapa está também em uma lista, com os mesmos dados e as mesmas fontes. Ela não é uma versão reduzida: é o caminho de quem usa leitor de tela, de quem navega por teclado e de quem simplesmente lê mais rápido em texto.
No alto da lista há um resumo em barras: onde estão os registros, de que assunto são, quem mantém e o quanto as posições são exatas.
Para fomento, a página Projetos lista os projetos contratados pela Finep com instituições do mapa, com busca e filtros por situação, ano, modalidade, instituição e município, e as redes INCT com sede no estado. A ficha de cada instituição leva aos projetos dela.
Passo 7
Olhar um município
Cada cidade tem a sua própria página, com a bandeira, o mapa do estado com a cidade em destaque e números do IBGE: quantos moradores, o tamanho da economia e do que ela vive. Uma tira mostra onde a cidade fica entre as 92 do estado em população e em PIB. Abaixo, o que o mapa tem ali: registros por área, por esfera (federal, estadual, municipal, privada) e a lista completa. Cada gráfico traz a fonte logo abaixo dele.
Passo 8
Levar os dados com você
No alto do mapa há três botões: KML, KMZ e GeoJSON. Eles baixam exatamente o que está aparecendo na tela naquele momento. Se você filtrou, vem só o filtrado.
- KML e KMZ Para abrir no Google Earth. O KMZ é o mesmo arquivo, compactado.
- GeoJSON Para quem usa programa de mapas ou vai processar os dados.
- Os créditos vão junto Dentro do arquivo estão as fontes de cada registro. Ninguém precisa voltar aqui para saber de onde veio.
Na página de cada município, o botão “Baixar indicadores” traz os números do IBGE e da CEPERJ daquela cidade em planilha (CSV), com o ano e a fonte em cada linha. Logo ao lado há o arquivo com os 92 municípios.
Passo 9
De onde vêm os dados
Duas páginas respondem isso. A de metodologia conta como a busca é feita e o que cada camada do mapa cobre. A de fontes lista, uma a uma, as origens de tudo que está aqui.
Passo 10
As análises e a matriz
O menu do alto tem três abas. Explorar reúne o mapa, a lista e a matriz. Análises reúne o Diagnóstico, que cruza o mapa com dados de emprego, educação e economia dos 92 municípios; as páginas “O Rio por sistema produtivo” e “O Rio pelos complexos do PEDES”, que leem a economia do estado por grupos de setores; “Por onde passará a Infovia RJ”, que mostra quem a rede estadual de fibra, ainda em projeto, alcançaria; “Os cursos da FAETEC”, com a oferta de cursos técnicos e de qualificação, a procura pelas vagas e o emprego de cada região; “O RJ entre os estados”, que compara o estado com as outras unidades da federação; e o Perfil econômico, que mostra, por município, a presença da FAETEC e os cursos com vaga. Sobre os dados reúne este manual, a metodologia, as fontes, o glossário e a página sobre o projeto.
A matriz mostra, nas linhas, o que cada instituição faz e, nas colunas, a área em que ela atua. Clicar em uma célula lista as instituições dela. Como uma instituição pode aparecer em mais de uma célula, os totais não se somam. Toda análise traz a fonte e o ano logo abaixo do gráfico.
Passo 11
No celular
Tudo funciona no telefone. As três colunas viram uma só, e a ordem muda: o mapa vem primeiro, depois os filtros, e os resultados por último.
O que este mapa não diz
Esta é a parte que a gente mais pede para ler. Um número lido errado aqui vira decisão errada lá fora, e decisão não volta atrás quando o registro é corrigido.
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Não é um censo
É uma lista que cresce. A gente trabalha por cadastro oficial inteiro, um de cada vez, e ainda faltam muitos. O que está aqui é o que já foi levantado.
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Contar registros não é medir a cidade
A conta de um município fala tanto do nosso trabalho quanto do lugar. Cidade com poucos registros pode ser cidade onde a busca ainda não chegou.
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Não achar nada não prova que não existe
3 municípios aparecem com um único lugar registrado. Isso é um vazio de levantamento, e é justamente onde vale investigar antes de concluir qualquer coisa.
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Não serve para fazer ranking
Ordenar cidades pela quantidade de registros publicaria como capacidade instalada aquilo que é, em boa parte, o quanto já procuramos.
Achou um erro?
Toda ficha tem um botão para sugerir correção. A sugestão não entra no mapa sozinha: alguém confere o documento antes. É assim que este mapa melhora.
Abrir o mapa Ver o que cada palavra quer dizer
Vai administrar o sistema? Existe um manual separado, para quem cuida dos dados: manual de administração.