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SECTI-RJ Mapa de Ciência, Tecnologia e Inovação

Os dados são consolidados de fontes de terceiros e podem conter erros. As camadas são inventários curados, não censos. Dados provisórios, sujeitos a revisão. Base v4.2.5 · corte em 19/10/2026 Como lemos os dados

Manual de administração do Mapa de CT&I

Manual de administração

Quem cuida do mapa.

Este manual é para quem vai administrar o sistema, mesmo sem nunca ter visto ele antes. Ele começa pelas regras do trabalho e só depois mostra as telas, porque aqui o que você faz sai publicado e vira base para decisão de governo.

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Parte 1

Cinco regras antes de qualquer botão

Decore estas cinco. Elas explicam por que o sistema é do jeito que é, e quase toda dúvida que aparecer depois se resolve voltando aqui.

  1. Nada entra sem fonte

    Todo registro aponta o documento de onde a informação saiu. Se você não tem o documento, o registro não entra. Não existe "eu sei que existe".

  2. O sistema declara o que não sabe

    Quando só dá para saber a cidade e não o endereço, isso fica escrito na ficha e muda o desenho do ponto no mapa. Registrar uma posição mais exata do que se sabe é o erro mais grave que dá para cometer aqui.

  3. Máquina confere endereço, pessoa confere conteúdo

    Uma rotina automática verifica de seis em seis horas se os links ainda respondem. Ela nunca conclui que a informação continua valendo. Isso é sempre decisão de quem cura.

  4. Não achar não é o mesmo que não existir

    Município sem registro pode ser município onde ninguém procurou ainda. O sistema guarda essa diferença, e você vai ser cobrado por ela: ao registrar um vazio, precisa dizer onde procurou.

  5. Tudo que você faz fica registrado

    Cada alteração vai para a trilha de auditoria com o seu nome e a hora. Não é vigilância: é o que permite desfazer e entender uma mudança meses depois.

Parte 2 · Passo 1

Entrar pela primeira vez

Seu acesso é criado por um administrador. Você recebe e-mail e uma senha provisória.

A tela de entrada do painel
A tela da sua conta, onde a senha é trocada

Parte 2 · Passo 2

A tela inicial e o menu

Ao entrar você cai no painel. Ele responde uma pergunta: o que pede trabalho agora.

O painel, primeira tela depois de entrar

O menu da esquerda separa o trabalho em quatro grupos, e essa divisão é a espinha deste manual.

O menu recolhe para só os ícones, e a escolha fica lembrada no seu navegador. A tela em que você está aparece marcada por cor e por uma barra ao lado, nunca só por cor.

Parte 3 · Passo 3

Curadoria: onde o trabalho começa

Esta é a tela mais importante do painel. Ela mostra o tamanho do que falta e por onde começar, em vez de mostrar o que já está pronto.

A tela de curadoria

Parte 3 · Passo 4

Varreduras: trabalhar por lista inteira

Esta é a ideia que organiza todo o levantamento, e é contraintuitiva na primeira vez. A gente não procura cidade por cidade. Pega um cadastro oficial completo, por exemplo todas as escolas de uma rede de ensino, e lança tudo de uma vez.

O roteiro de redes a varrer

Por quê: procurar cidade por cidade produz um mapa enviesado. O critério passaria a depender do que é fácil de achar, e município com universidade teria a rede de extensão registrada enquanto o vizinho sem universidade ficaria sem nada. Comparar os dois deixaria de significar coisa alguma.

Cada linha é uma lista oficial. Uma por vez, fechada antes de começar a próxima.

Parte 3 · Passo 5

Cobertura e lacunas

Cobertura mostra o estado de cada um dos 92 municípios. Lacunas mostra onde não há registro, e é a tela que mais exige cuidado de leitura.

Cobertura por município
Onde falta informação

Município vazio é ambíguo: pode não ter instituição de CT&I, ou pode ter e o levantamento não ter alcançado. As duas situações pedem políticas opostas, e por isso o sistema não deixa você registrar um vazio sem declarar onde procurou.

Parte 3 · Passo 6

Revisitação: a fila que envelhece sozinha

Uma fonte que envelhece sem conferência faz o mapa parecer atual sem ser. Esta fila ordena o que é mais arriscado manter publicado sem revisitar.

A fila priorizada de revisitação

A ordem não é por importância da instituição. É por quanto o registro afirma sem ter sido confirmado. Fonte nunca conferida sobe; link fora do ar sobe mais.

A conferência automática vê se o endereço responde, e nada além disso. Um portal pode devolver página de erro com código de sucesso, e uma fonte pode continuar no ar tendo sido substituída por edição mais nova. Quem decide se a informação ainda vale é você.

Parte 3 · Passo 7

Editar um registro

Cada um dos 3.380 registros tem uma tela de edição. Os campos que mais importam não são o nome e o endereço: são a fonte e a precisão.

A edição de um registro
Os contatos de uma instituição

Contato serve para pedir confirmação à própria instituição. Todo contato exige dizer de onde você o obteve, e o sistema prepara a mensagem mas nunca envia: ele abre o seu programa de e-mail para você revisar antes.

Parte 4 · Passo 8

O que chega de fora

Duas portas. Sugestões vêm do público, uma a uma, pelo botão de corrigir que existe em toda ficha. Importação traz arquivo em lote.

Sugestões enviadas pelo público
Importação de arquivo

Nenhuma sugestão entra sozinha no mapa. Você confere o documento antes de aceitar. E a importação mostra tudo que vai acontecer antes de gravar: o que entra, o que muda e o que fica de fora. Leia essa tela antes de confirmar.

Parte 5 · Passo 9

Acessos e auditoria

Só administrador cria acesso. A senha que ele define é sempre provisória, e a pessoa é obrigada a trocar na primeira entrada.

Gestão de acessos
A trilha de auditoria

Quem sai do time é desativado, nunca apagado. A trilha de auditoria aponta para o usuário, e apagar a pessoa apagaria o histórico junto: a mudança ficaria lá sem ninguém a quem atribuir.

Parte 5 · Passo 10

Publicar a base

Enquanto você trabalha, o site público continua mostrando a última versão publicada. Publicar é o ato de dizer "esta é a versão oficial agora", e ele grava uma fotografia do momento.

A tela de publicação

A versão e a data de corte aparecem em toda página do site. É o que permite alguém citar um número daqui e, meses depois, saber exatamente de qual retrato ele saiu.

Cinco coisas que não se faz

  1. Completar um dado que você não tem

    Campo em branco é informação: diz que ninguém confirmou aquilo ainda. Preencher por dedução transforma dúvida em afirmação, e ninguém depois consegue distinguir as duas.

  2. Registrar posição mais exata do que a fonte sustenta

    Se o documento diz só a cidade, a precisão é a cidade. Apontar uma rua porque "deve ser por ali" cria uma exatidão que não existe, e o mapa passa a afirmá-la.

  3. Aceitar sugestão sem conferir o documento

    Quem sugere costuma estar certo e de boa fé. Mesmo assim o documento é conferido, porque é ele que sustenta o registro, não a boa fé de quem escreveu.

  4. Apagar usuário

    Desative. Apagar quebra a trilha de auditoria e deixa alterações sem autor.

  5. Publicar sem olhar o que muda

    A publicação vira a versão oficial e passa a ser citada. Confira a contagem antes: número que caiu sem explicação costuma ser importação que apagou o que não devia.

Na dúvida, não invente

Este mapa vale pelo que ele declara não saber tanto quanto pelo que mostra. Quando faltar certeza, deixe o campo vazio e registre onde você procurou. Isso não é falha do trabalho: é o trabalho.

Manual de uso do site Glossário dos termos