Manual de administração do Mapa de CT&I
Manual de administração
Quem cuida do mapa.
Este manual é para quem vai administrar o sistema, mesmo sem nunca ter visto ele antes. Ele começa pelas regras do trabalho e só depois mostra as telas, porque aqui o que você faz sai publicado e vira base para decisão de governo.
Parte 1
Cinco regras antes de qualquer botão
Decore estas cinco. Elas explicam por que o sistema é do jeito que é, e quase toda dúvida que aparecer depois se resolve voltando aqui.
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Nada entra sem fonte
Todo registro aponta o documento de onde a informação saiu. Se você não tem o documento, o registro não entra. Não existe "eu sei que existe".
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O sistema declara o que não sabe
Quando só dá para saber a cidade e não o endereço, isso fica escrito na ficha e muda o desenho do ponto no mapa. Registrar uma posição mais exata do que se sabe é o erro mais grave que dá para cometer aqui.
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Máquina confere endereço, pessoa confere conteúdo
Uma rotina automática verifica de seis em seis horas se os links ainda respondem. Ela nunca conclui que a informação continua valendo. Isso é sempre decisão de quem cura.
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Não achar não é o mesmo que não existir
Município sem registro pode ser município onde ninguém procurou ainda. O sistema guarda essa diferença, e você vai ser cobrado por ela: ao registrar um vazio, precisa dizer onde procurou.
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Tudo que você faz fica registrado
Cada alteração vai para a trilha de auditoria com o seu nome e a hora. Não é vigilância: é o que permite desfazer e entender uma mudança meses depois.
Parte 2 · Passo 1
Entrar pela primeira vez
Seu acesso é criado por um administrador. Você recebe e-mail e uma senha provisória.
- A primeira senha é provisória Enquanto não trocar, o sistema só deixa você ver a tela de troca de senha. Não é defeito.
- Errar muitas vezes bloqueia Depois de algumas tentativas erradas a entrada trava por um tempo. Espere ou peça ajuda ao administrador.
- Dois perfis Curador cuida dos dados. Administrador faz isso e mais: cria acessos e publica a base.
Parte 2 · Passo 2
A tela inicial e o menu
Ao entrar você cai no painel. Ele responde uma pergunta: o que pede trabalho agora.
O menu da esquerda separa o trabalho em quatro grupos, e essa divisão é a espinha deste manual.
- Inventário O trabalho de curadoria: conferir fontes, cobrir municípios, fechar listas oficiais.
- Entradas O que chega de fora: sugestões do público e importação de arquivos.
- Gestão Diagnóstico impresso, trilha de auditoria e publicação da base.
- Sistema Acessos das pessoas e ajuda.
O menu recolhe para só os ícones, e a escolha fica lembrada no seu navegador. A tela em que você está aparece marcada por cor e por uma barra ao lado, nunca só por cor.
Parte 3 · Passo 3
Curadoria: onde o trabalho começa
Esta é a tela mais importante do painel. Ela mostra o tamanho do que falta e por onde começar, em vez de mostrar o que já está pronto.
- Fontes nunca conferidas Ninguém olhou ainda. Diferente de vencida, que é a que já foi olhada e envelheceu.
- Municípios com um registro só Presença rasa. Costuma indicar que a busca passou por ali de raspão.
- De onde ainda não olhamos Municípios que ninguém investigou. É o vazio mais honesto do sistema.
Parte 3 · Passo 4
Varreduras: trabalhar por lista inteira
Esta é a ideia que organiza todo o levantamento, e é contraintuitiva na primeira vez. A gente não procura cidade por cidade. Pega um cadastro oficial completo, por exemplo todas as escolas de uma rede de ensino, e lança tudo de uma vez.
Por quê: procurar cidade por cidade produz um mapa enviesado. O critério passaria a depender do que é fácil de achar, e município com universidade teria a rede de extensão registrada enquanto o vizinho sem universidade ficaria sem nada. Comparar os dois deixaria de significar coisa alguma.
Cada linha é uma lista oficial. Uma por vez, fechada antes de começar a próxima.
Parte 3 · Passo 5
Cobertura e lacunas
Cobertura mostra o estado de cada um dos 92 municípios. Lacunas mostra onde não há registro, e é a tela que mais exige cuidado de leitura.
Município vazio é ambíguo: pode não ter instituição de CT&I, ou pode ter e o levantamento não ter alcançado. As duas situações pedem políticas opostas, e por isso o sistema não deixa você registrar um vazio sem declarar onde procurou.
Parte 3 · Passo 6
Revisitação: a fila que envelhece sozinha
Uma fonte que envelhece sem conferência faz o mapa parecer atual sem ser. Esta fila ordena o que é mais arriscado manter publicado sem revisitar.
A ordem não é por importância da instituição. É por quanto o registro afirma sem ter sido confirmado. Fonte nunca conferida sobe; link fora do ar sobe mais.
A conferência automática vê se o endereço responde, e nada além disso. Um portal pode devolver página de erro com código de sucesso, e uma fonte pode continuar no ar tendo sido substituída por edição mais nova. Quem decide se a informação ainda vale é você.
Parte 3 · Passo 7
Editar um registro
Cada um dos 3.380 registros tem uma tela de edição. Os campos que mais importam não são o nome e o endereço: são a fonte e a precisão.
- Fonte principal O documento que sustenta o registro. Sem ele, o registro não deveria existir.
- Fonte da coordenada De onde veio a posição. Nem sempre é a mesma do conteúdo.
- Precisão O que a posição permite afirmar. Escreva o que você sabe, não o que gostaria de saber.
Contato serve para pedir confirmação à própria instituição. Todo contato exige dizer de onde você o obteve, e o sistema prepara a mensagem mas nunca envia: ele abre o seu programa de e-mail para você revisar antes.
Parte 4 · Passo 8
O que chega de fora
Duas portas. Sugestões vêm do público, uma a uma, pelo botão de corrigir que existe em toda ficha. Importação traz arquivo em lote.
Nenhuma sugestão entra sozinha no mapa. Você confere o documento antes de aceitar. E a importação mostra tudo que vai acontecer antes de gravar: o que entra, o que muda e o que fica de fora. Leia essa tela antes de confirmar.
Parte 5 · Passo 9
Acessos e auditoria
Só administrador cria acesso. A senha que ele define é sempre provisória, e a pessoa é obrigada a trocar na primeira entrada.
Quem sai do time é desativado, nunca apagado. A trilha de auditoria aponta para o usuário, e apagar a pessoa apagaria o histórico junto: a mudança ficaria lá sem ninguém a quem atribuir.
Parte 5 · Passo 10
Publicar a base
Enquanto você trabalha, o site público continua mostrando a última versão publicada. Publicar é o ato de dizer "esta é a versão oficial agora", e ele grava uma fotografia do momento.
A versão e a data de corte aparecem em toda página do site. É o que permite alguém citar um número daqui e, meses depois, saber exatamente de qual retrato ele saiu.
Cinco coisas que não se faz
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Completar um dado que você não tem
Campo em branco é informação: diz que ninguém confirmou aquilo ainda. Preencher por dedução transforma dúvida em afirmação, e ninguém depois consegue distinguir as duas.
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Registrar posição mais exata do que a fonte sustenta
Se o documento diz só a cidade, a precisão é a cidade. Apontar uma rua porque "deve ser por ali" cria uma exatidão que não existe, e o mapa passa a afirmá-la.
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Aceitar sugestão sem conferir o documento
Quem sugere costuma estar certo e de boa fé. Mesmo assim o documento é conferido, porque é ele que sustenta o registro, não a boa fé de quem escreveu.
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Apagar usuário
Desative. Apagar quebra a trilha de auditoria e deixa alterações sem autor.
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Publicar sem olhar o que muda
A publicação vira a versão oficial e passa a ser citada. Confira a contagem antes: número que caiu sem explicação costuma ser importação que apagou o que não devia.
Na dúvida, não invente
Este mapa vale pelo que ele declara não saber tanto quanto pelo que mostra. Quando faltar certeza, deixe o campo vazio e registre onde você procurou. Isso não é falha do trabalho: é o trabalho.