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SECTI-RJ Mapa de Ciência, Tecnologia e Inovação

Os dados são consolidados de fontes de terceiros e podem conter erros. As camadas são inventários curados, não censos. Dados provisórios, sujeitos a revisão. Base v4.2.5 · corte em 19/10/2026 Como lemos os dados

Onde o Rio forma, emprega e pesquisa

Cruzamos bases públicas com os registros do mapa para ver, município a município, onde há formação em ciência e engenharia, onde há emprego em tecnologia, em que setores cada lugar se concentra e onde o mapa registra uma base de pesquisa e inovação. Tecnologia é um dos segmentos: o estado emprega em dezessete setores, além da administração pública, e a CT&I pode servir a cada um. O retrato mostra um polo forte na capital e em Niterói, e sete cidades de 200 mil habitantes ou mais (seis da região Metropolitana, como São Gonçalo e Nova Iguaçu, e Cabo Frio), que somam 3,5 milhões de pessoas e têm pouca formação presencial, pouco emprego tecnológico formal e poucos registros no mapa (o que pode ser lacuna do inventário, e não do território).

Nesta página, "vínculo" é um emprego formal, com carteira assinada ou de servidor público, contado em 31 de dezembro; "emprego tecnológico" reúne tecnologia da informação e serviços de informação (CNAE 62 e 63, da Classificação Nacional de Atividades Econômicas), pesquisa e desenvolvimento (P&D), indústria farmacêutica e eletrônicos; os dados de emprego vêm da RAIS, o cadastro oficial do Ministério do Trabalho; e IFDM é o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, de 0 a 1, que reúne saúde, educação, emprego e renda.

Fontes: MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025; extraído em 02/10/2026); INEP, Censo da Educação Superior 2024 (concluintes de graduação em computação, engenharia e ciências; extraído em 29/09/2026); IBGE, estimativas de população 2026 (extraído em 29/09/2026). Emprego tecnológico: CNAE 62, 63, 72, 21 e 26.

Em resumo

  • A Baixada e o leste metropolitano têm pouca formação e pouco emprego tecnológico.
  • Mais da metade dos formados em computação, engenharia e ciências estudou a distância, o que não entra na medida de formação local.
  • A capital concentra 94% do emprego em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e 74% do emprego em tecnologia do estado. A RAIS não conta a pesquisa das universidades, que fica em educação.
  • Niterói, Teresópolis e Macaé têm mais emprego tecnológico por habitante, mas em municípios menores um único estabelecimento pode puxar o número: ele responde por 82% dos vínculos em Teresópolis, 95% em Itatiaia e 79% em Cachoeiras de Macacu, entre outros.
  • Tecnologia é uma parte pequena do emprego formal do estado; comércio, serviços, saúde e os demais setores também podem ser atendidos pela CT&I.
  • Em vários setores, municípios em que o setor se destaca não têm registro de CT&I relacionado no mapa, o que pode ser lacuna do levantamento, e não prova de ausência.
  • Os royalties do petróleo e o fomento da FAPERJ chegam de forma desigual entre municípios e regiões.

Prefere olhar por tema? A página O Rio por sistema produtivo reúne saúde, petróleo e gás, turismo e cultura, e agricultura, cada um em uma aba. A página O Rio pelos complexos do PEDES segue os seis complexos econômicos do plano estratégico do estado.

Siglas e termos usados aqui, como RAIS, CNAE, IFDM, STEM e P&D, têm verbete no glossário.

Capítulo 1 de 7

Formar e empregar

Onde o estado forma gente em ciência e engenharia, e onde emprega em tecnologia? É o retrato central da página: dele saem os quatro perfis de município usados em todo o resto.

Nove municípios concentram mais da metade da população e quase todo o emprego tecnológico

Os nove polos consolidados reúnem 51% da população e 91% dos vínculos tecnológicos; a capital sozinha, 74%. Classificamos os 92 municípios por dois critérios: formação presencial em computação, engenharia e ciências, e emprego formal em tecnologia. A maioria, 64 municípios, está na faixa "base ainda pequena": forma poucos concluintes e tem pouco emprego em tecnologia, os dois ao mesmo tempo.

População dos 92 municípios por perfil

Fontes: INEP, Censo da Educação Superior 2024 (concluintes presenciais; extraído em 29/09/2026); MTE, RAIS 2025 (vínculos formais em atividades tecnológicas, CNAE 62, 63, 72, 21 e 26; extraído em 02/10/2026); IBGE, estimativas de população 2026 (extraído em 29/09/2026). Cortes: 50 concluintes por 100 mil habitantes e 1 vínculo tecnológico por mil habitantes.

O que este gráfico não mostra: formação a distância (53% dos concluintes de 2024, contados no polo) e fora do estado; emprego informal; pesquisa pública fora da RAIS; onde a pessoa mora (o vínculo conta onde fica o estabelecimento). Os cortes são convenção, e em município pequeno um único estabelecimento pode mudar o perfil.

Formação e emprego andam juntos só em poucos lugares

Cada ponto é um município; o tamanho é a população. Os eixos usam raiz quadrada para separar os municípios pequenos, que ficam perto de zero; vale a posição relativa, não a distância exata. As linhas de corte marcam os limites dos perfis: 50 concluintes por 100 mil habitantes e 1 vínculo tecnológico por mil habitantes. Quem está no alto e à direita forma e emprega. Itatiaia, sem concluintes presenciais nessas áreas, e Teresópolis, com 42 por 100 mil (abaixo do corte de 50), têm emprego tecnológico concentrado em poucos estabelecimentos; Vassouras e Engenheiro Paulo de Frontin formam, mas não têm emprego formal nas atividades tecnológicas medidas aqui. Volta Redonda, com 0,9 vínculo tecnológico por mil habitantes, fica pouco abaixo do corte de 1: precisaria de 281 vínculos e tem 251 (RAIS 2025); a nota sob o gráfico de perfis explica a queda desde 2024. São Gonçalo, Belford Roxo e São João de Meriti ficam perto da origem. O gráfico conta só concluintes de cursos presenciais, no município onde o curso é oferecido; a distância fica de fora (em São Gonçalo, Belford Roxo e São João de Meriti, quase todos os formados são de polos a distância, ver a seção sobre ensino a distância). A RAIS conta só emprego formal, e muita gente trabalha em outro município.

Formação × emprego tecnológico (escala de raiz quadrada)

Municípios com poucas dezenas de concluintes ou de vínculos têm taxa instável: um curso ou uma empresa muda a posição; passe o mouse para ver as contagens. Em Engenheiro Paulo de Frontin, 0,0 por mil é nenhum vínculo tecnológico, e os 102 por 100 mil são 13 concluintes.

Fontes: INEP, Censo da Educação Superior 2024 (concluintes presenciais em computação e TIC, engenharia, produção e construção, ciências naturais, matemática e estatística); MTE, RAIS 2025, vínculos ativos em 31/12/2025 (CNAE 62, 63, 72, 21 e 26); IBGE, estimativas de população 2026. Extraídos em 29/09/2026 (INEP) e 02/10/2026 (MTE). Formação de 2024 cruzada com emprego de 31/12/2025 e população de 2026. Os valores de cada município estão na tabela da seção Os 92 municípios, um a um.

Quem forma: a rede pública e a privada

Dos 9.387 concluintes presenciais de 2024 nessas áreas, 4.579 saíram de instituições públicas (federais, estaduais e municipais) e 4.808 de privadas. Separadas, as duas redes desenham mapas diferentes. Só com a rede pública, Seropédica, Niterói, Paracambi, Engenheiro Paulo de Frontin, Macaé e Volta Redonda seguem acima do corte de formação. Só com a privada, Vassouras, Niterói, Volta Redonda, Itaperuna e Resende. A capital só passa do corte com as duas redes somadas: são 35 concluintes por 100 mil na pública e 42 na privada. Os pontos mantêm a cor do perfil calculado com o total, para mostrar de onde vem a formação de cada um; o emprego (eixo vertical) é o mesmo nos três gráficos. Os valores de cada município estão na tabela da seção Os 92 municípios, um a um.

Formação na rede pública × emprego tecnológico (escala de raiz quadrada)

Fontes: INEP, Censo da Educação Superior 2024 (concluintes presenciais nas mesmas áreas, só em instituições públicas); MTE, RAIS 2025, vínculos ativos em 31/12/2025 (CNAE 62, 63, 72, 21 e 26); IBGE, estimativas de população 2026. Extraídos em 29/09/2026 (INEP) e 02/10/2026 (MTE). Formação de 2024 cruzada com emprego de 31/12/2025 e população de 2026. A cor é o perfil calculado com todos os concluintes.

Formação na rede privada × emprego tecnológico (escala de raiz quadrada)

Fontes: INEP, Censo da Educação Superior 2024 (concluintes presenciais nas mesmas áreas, só em instituições privadas); MTE, RAIS 2025, vínculos ativos em 31/12/2025 (CNAE 62, 63, 72, 21 e 26); IBGE, estimativas de população 2026. Extraídos em 29/09/2026 (INEP) e 02/10/2026 (MTE). Formação de 2024 cruzada com emprego de 31/12/2025 e população de 2026. A cor é o perfil calculado com todos os concluintes.

Mas este retrato conta só quem se forma presencialmente. E quem estuda a distância, e como ficam as regiões?Próximo capítulo: Como e onde se forma

Capítulo 2 de 7

Como e onde se forma

Quanto da formação nessas áreas é presencial, e como as regiões do estado se comparam em formação, emprego tecnológico e registros no mapa?

Mais da metade dos formados em computação, engenharia, produção e construção e ciências estudou a distância

São 10.762 concluintes a distância contra 9.387 presenciais em 2024, contados no município do polo. Em São João de Meriti e São Gonçalo quase todos (100% e 97%), e em Duque de Caxias a maior parte (80%), vêm de polos de educação a distância, e por isso o diagnóstico usa só o ensino presencial como medida de formação local.

Concluintes em computação, engenharia, produção e construção e ciências: presencial e a distância, 12 municípios

PresencialA distância

Fonte: INEP, Censo da Educação Superior 2024, microdados de cursos, áreas gerais da Classificação Internacional Normalizada da Educação (CINE) 05, 06 e 07. Extraído em 29/09/2026; concluintes contados no município do polo ou do local de oferta.

Costa Verde e Baixadas Litorâneas têm a menor formação presencial; a Costa Verde tem também o menor emprego tecnológico

Cada painel usa a mesma ordem de regiões, da mais populosa para a menos. A Metropolitana concentra gente e emprego; o Médio Paraíba e o Norte Fluminense formam mais por habitante; a Costa Verde tem o menor emprego tecnológico do estado.

Fontes: INEP, Censo da Educação Superior 2024; MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026); Mapa de CT&I da SECTI-RJ, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026; Firjan, IFDM 2025 (ano-base 2023), média simples dos municípios; IBGE, estimativas de população 2026; CEPERJ, Regiões de Governo, arquivo do PIB municipal 2021 (extraído em 29/09/2026).

Formar é metade da história. Falta ver quem emprega em tecnologia, e onde.Próximo capítulo: Onde está o emprego tecnológico

Capítulo 3 de 7

Onde está o emprego tecnológico

Quem emprega em tecnologia e em pesquisa, e quanto isso pesa em cada município, em números absolutos e por habitante?

O P&D formal está na capital, e o emprego tecnológico também

O município do Rio reúne 94% dos vínculos em pesquisa e desenvolvimento científico e 74% dos vínculos tecnológicos do estado. Em 73 dos 92 municípios, a RAIS 2025 não registra nenhum estabelecimento de P&D com empregados. Esses números são só os da atividade de P&D na RAIS; a pesquisa das universidades fica em educação e não entra aqui. Para comparar: a capital tem 39% da população e 54% de todo o emprego formal do estado. Só um estabelecimento (uma fundação federal) responde por 37% do P&D formal do estado.

Vínculos em P&D científico, 8 maiores municípios (o 8º lugar é de Niterói, com 11 vínculos)

Fonte: MTE, RAIS 2025, CNAE 72 (pesquisa e desenvolvimento científico), vínculos ativos em 31/12/2025. Extraído em 02/10/2026. Fora o Rio, com 96 estabelecimentos, os outros sete municípios do gráfico têm de 1 a 3 cada; Petrópolis e Araruama, um só.

Quem tem os vínculos tecnológicos do estado

Fonte: MTE, RAIS 2025, CNAE 62, 63, 72, 21 e 26 somados (TI, P&D, farmacêutica, eletrônicos), vínculos ativos em 31/12/2025. Extraído em 02/10/2026.

Quantos municípios em cada faixa de emprego tecnológico (vínculos por mil habitantes)

Para ter uma ideia do tamanho: num município com 2 vínculos por mil habitantes e 50 mil moradores, são cerca de 100 empregos em tecnologia.

Fontes: MTE, RAIS 2025, vínculos ativos em 31/12/2025; IBGE, estimativas de população 2026. Extraído em 02/10/2026.

Por habitante, o emprego tecnológico aparece também em municípios menores

Em números absolutos o Rio está muito à frente. Por habitante, a ordem muda: entre os 15 primeiros há municípios grandes e pequenos, e em vários deles o número vem de um ou dois estabelecimentos grandes, quase sempre de serviços de TI (em Itatiaia, de uma fábrica de medicamentos). A fonte não diz por que eles estão ali. Em Teresópolis (82%), Itatiaia (95%), Cachoeiras de Macacu (79%), São José do Vale do Rio Preto (91%), Maricá (73%) e Bom Jardim (98%), um único estabelecimento responde por mais de 70% dos vínculos tecnológicos; sem ele, Teresópolis cairia de 11,6 para 2,1 por mil.

15 municípios com mais vínculos tecnológicos por mil habitantes

Os valores de cada município estão na tabela da seção Os 92 municípios, um a um.

Fontes: MTE, RAIS 2025, vínculos ativos em 31/12/2025; IBGE, estimativas de população 2026. Extraído em 02/10/2026. Os valores de cada município estão na tabela da seção Os 92 municípios, um a um.

As empresas de TI do estado: onde estão e como o número mudou

Dependendo da fonte, o número muda muito, porque cada uma conta uma coisa diferente: a RAIS registra 2.451 estabelecimentos de tecnologia da informação com movimento em 2025 (2.090 com vínculo ativo em 31/12/2025), e o estudo abaixo, que inclui telecomunicações e outros serviços, chega a mais de 32 mil. Os números não se somam nem se comparam. Um estudo do Observatório Softex com o TI Rio contou 32.664 empresas de software e serviços de TIC no estado até abril de 2025. Seis municípios reúnem cerca de três quartos delas (76%, somando os números do gráfico) e o Rio de Janeiro sozinho tem cerca de 62%. Entre 2021 e abril de 2025 o total mudou pouco (32.831 e 32.664), mas passou por um pico de 38.237 em 2022. A indústria de software cresceu de 13.072 para 17.341 (com leve queda em 2025), os serviços de TI subiram 12% e as telecomunicações e os outros serviços encolheram (outros serviços: de 11.133 para 6.655). O estudo levanta a hipótese de que parte dessa queda seja reclassificação entre segmentos, o que não foi verificado; 2025 vai só até abril. É um número de empresas, não de empregos.

Empresas de TI e telecomunicações no estado, por segmento (2021 e 2025)

20212025

Fonte: Observatório Softex e TI Rio, Panorama do Setor de TICs no Rio de Janeiro (out/2025); 2025 até abril. Os segmentos são os do estudo (software, serviços de TI, telecomunicações e outros serviços). Consultado em 01/10/2026.

Municípios com mais empresas de TI, 2025 (até abril)

Fonte: Observatório Softex e TI Rio, Panorama (out/2025). O estudo traz um mapa com todos os municípios, mas só publica o número dos seis maiores. O dado de 2025 vai até abril. Consultado em 01/10/2026. Percentuais sobre as 32.664 empresas do estudo, que inclui telecomunicações e outros serviços; não é comparável com o gráfico do CNPJ.

Empresas ativas com atividade principal em TI, 10 maiores municípios (CNPJ, setembro de 2026)

SociedadesUnipessoais e empresários individuais

Fonte: Receita Federal, dados abertos do CNPJ (edição de setembro de 2026), estabelecimentos ativos cuja atividade principal é CNAE 62 ou 63, contados por empresa, no município da matriz quando ela é estabelecimento ativo de TI no estado, ou do primeiro estabelecimento de TI do estado nos demais casos. Extraído em 01/10/2026. Percentuais sobre o total de 24.120 empresas do estado.

Empresas de TI por 10 mil habitantes, 10 maiores (municípios com pelo menos 100 empresas)

Fontes: Receita Federal, dados abertos do CNPJ (set/2026; extraído em 01/10/2026); IBGE, estimativas de população 2026.

Em startups, o mesmo estudo contou 951 abertas de 2000 a abril de 2025, em 52 dos 92 municípios: a capital concentra 65,2%, Niterói 7,5% e Macaé 3,5%. As aberturas no estado caíram de 172 em 2023 para 110 em 2024. Petrópolis tem 2% das empresas do setor e foi declarada Capital Tecnológica do Estado pela Lei nº 10.716/2025.

Este número não é o da RAIS usada no resto da página. A RAIS 2025 registra 2.451 estabelecimentos com movimento em 2025 (2.090 com vínculo ativo em 31/12/2025) nas atividades de tecnologia da informação (CNAE 62 e 63) e 63.746 vínculos formais; o estudo conta também telecomunicações e outros serviços e não informa se inclui empresas sem empregado. Por isso os dois não devem ser somados nem comparados diretamente.

Só que a tecnologia é uma fatia pequena do emprego do estado. Do que vive o resto?Próximo capítulo: Do que vive cada lugar

Capítulo 4 de 7

Do que vive cada lugar

Tecnologia é um dos setores do estado. Em que cada município e cada região se especializa, e o que isso diz sobre onde a ciência e a inovação podem servir?

O estado é muito mais do que tecnologia

O emprego formal do Rio de Janeiro está espalhado por muitos setores. A administração pública é o maior empregador (20%), seguida do comércio (17%), das finanças e serviços empresariais (14%), da saúde (7%), da educação, da logística e do turismo, hospedagem e alimentação (cerca de 5,5% cada). Tecnologia da informação e serviços de informação (CNAE 62 e 63), P&D, farmacêutica e eletrônicos juntos somam 1,7% dos vínculos. Os demais setores, que concentram a maior parte do emprego, também podem ser atendidos pela CT&I.

Vínculos formais por setor no estado

Fonte: MTE, RAIS 2025, microdados de estabelecimentos, vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026, agrupados por divisão da CNAE 2.0. O peso é a parte de cada setor no total de 4,9 milhões de vínculos, inclusive a administração pública e as atividades que ficam fora dos setores (3,1%).

O que cada região tem de mais forte

O quociente mostra quantas vezes o setor pesa mais (ou menos) na região do que no estado. Exemplo: quociente 1,5 em petróleo quer dizer que o petróleo pesa 50% mais no emprego da região do que na média do estado. Em negrito, a partir de 1,5, a região se destaca no setor; não é a mesma medida da especialização forte dos municípios, apresentada logo abaixo, que exige também 3% do emprego. No Norte Fluminense o petróleo pesa 8 vezes mais do que no estado, quase todo em Macaé (95% dos vínculos do setor na região); no Médio Paraíba, a metalmecânica pesa 6 vezes; na Serrana, moda, madeira, papel e móveis pesam 5,5 vezes (três quartos em Nova Friburgo); no Noroeste, agropecuária (6,9 vezes) e alimentos (3,5 vezes).

Quociente de especialização por Região de Governo

Fontes: MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026); Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (CEPERJ), Regiões de Governo (as oito regiões oficiais do estado; ver glossário), arquivo do PIB municipal 2021 (extraído em 29/09/2026). Quociente = peso do setor no emprego da região dividido pelo peso do setor no emprego do estado. Petrópolis consta na Região Metropolitana no arquivo da CEPERJ usado. Mede emprego formal e concentração relativa, não o tamanho do setor: a Metropolitana pesa 76% do emprego do estado, por isso seus quocientes ficam perto de 1. Atenção: em Noroeste (energia, água e resíduos) e Costa Verde (metalmecânica) um único estabelecimento responde por 90% e 94% dos vínculos do setor na região; em Baixadas Litorâneas (petróleo) dois estabelecimentos respondem por mais de 82%; em Costa Verde (energia, água e resíduos) um responde por 52%. Sem eles, o quociente cai abaixo de 1 (exceto Costa Verde, energia, que fica perto de 1,2). A RAIS pública não traz CNPJ, então não dá para dizer se é uma só empresa.

Cada município, uma especialização principal

Chamamos de especialização forte quando as três coisas acontecem juntas no município: (1) o setor tem pelo menos 100 empregos formais; (2) responde por pelo menos 3% de todos os empregos do município; (3) pesa pelo menos 1,5 vez o que pesa no estado inteiro (se o setor responde por 4% dos empregos do estado, precisa responder por 6% ou mais no município). A especialização principal é a de maior quociente entre as fortes. Atenção: a principal é a de maior quociente, não a que mais emprega. Em 20 dos 28 municípios em que a agropecuária aparece como principal, outro setor forte pesa mais no emprego local. Comércio e construção aparecem como principais com quocientes baixos (1,5 a 3,5), inclusive em municípios grandes como Itaboraí e Maricá.

Municípios por especialização principal

Fonte: MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026). A administração pública não é candidata a especialização (mede dependência do setor público), mas seus vínculos continuam no total do município e do estado usado para calcular os pesos; onde ela passa de um quarto do emprego, os demais setores pesam menos e podem ficar abaixo do corte. Mede emprego formal; não diz que o setor seja o único caminho do município. Em Itatiaia (química e plásticos), Carmo (informação e comunicação), Itaperuna (energia, água e resíduos), Paracambi (construção) e Angra dos Reis (metalmecânica e naval), um único estabelecimento responde por 95% ou mais dos vínculos do setor no município; sem ele o setor deixaria de ser especialização forte. Em Varre-Sai, Aperibé, São João da Barra, Carapebus e Italva o maior estabelecimento responde por 79% a 89% e o mesmo vale.

As dezessete especializações, uma a uma

Para cada setor: o peso no estado, onde é mais forte, o que o mapa registra sobre o assunto e onde a especialização existe sem registro correspondente.

Fontes: MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026); Mapa de CT&I da SECTI-RJ, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026, associados a cada setor por palavras do nome, da instituição, da categoria, dos domínios e dos setores (associação preliminar; a equipe do mapa revisa o que serve a cada setor). "Sem registro relacionado" é um fato sobre a base do mapa, não sobre o município: não indica ausência de pesquisa, ensino ou empresas. Em Comércio o número é zero por construção, porque o mapa não tem categoria equivalente. Municípios com poucos estabelecimentos podem ter o número puxado por uma única empresa.

O que as empresas daqui negociam com o exterior?

Aqui estão as mercadorias que as empresas de cada município vendem para outros países e compram deles. Cada valor fica no município do endereço fiscal da empresa que declarou a operação (o domicílio fiscal, a sede que aparece no CNPJ). A fábrica, o porto ou o lugar onde o produto é usado podem estar em outra cidade. Use estes números como pista de cadeias produtivas e confira antes de concluir que algo é produzido ou usado no município.

Explore exportações e importações declaradas

Carregando os dados do MDIC…
Produtos declarados
    Países de destino

      Fonte: MDIC/Secex, Comex Stat, base por município e código de produto (SH4), anos completos de 2023 a 2025, arquivos baixados em data registrada no arquivo de dados; o MDIC revisa meses passados, então o Comex Stat pode mostrar números um pouco diferentes depois dessa data. Valores em dólares correntes FOB, o preço da mercadoria no embarque, sem frete e seguro internacionais e sem correção pela inflação. O total do estado aqui soma os municípios pelo endereço fiscal de quem declara e por isso não é o total do RJ nos dados gerais do Comex Stat, que atribui a exportação ao estado onde a mercadoria foi produzida: em 2025, US$ 53,8 bilhões aqui e US$ 49,0 bilhões lá (consulta de 08/10/2026). O MDIC recomenda não comparar os dois. Para conferir: tabela por município (CSV) e script em R que baixa os arquivos do MDIC e refaz as contas. SH4 é o código de quatro dígitos da classificação internacional de mercadorias; os nomes dos produtos são os oficiais da tabela do MDIC, que corta os mais longos (marcados com "…"). A opção sem petróleo tira só os códigos 2709 (petróleo bruto) e 2710 (derivados) e vale para o total, a série e as listas. A parte em alta e média-alta tecnologia segue a classificação da OCDE explicada em Como lemos os números. O código do produto não diz em que setor a empresa trabalha. País é o destino, na exportação, ou a origem, na importação. A base cobre mercadorias e deixa de fora os serviços; não diz quantas empresas operaram e não identifica o local de produção, instalação ou uso. Município sem operação declarada pode ter atividade econômica e de CT&I.

      Se cada lugar tem setores em que se destaca, o mapa registra pesquisa e inovação ligadas a eles?Próximo capítulo: Onde a CT&I aparece

      Capítulo 5 de 7

      Onde a CT&I aparece

      A base de pesquisa e inovação registrada no mapa e o fomento à pesquisa acompanham a população e a economia de cada lugar? Registro ausente é lacuna do levantamento, não prova de que falta capacidade.

      O mapa acompanha a população, com exceções que valem uma visita

      O número de registros do mapa cresce com a população, puxado pelo Rio. A escala é logarítmica (cada marca vale dez vezes a anterior) para caber a capital e os municípios pequenos; a linha tracejada é a proporção média do estado, e quem está acima dela tem mais registros do que o esperado para o tamanho. Arraial do Cabo e Seropédica têm muito mais registros do que o esperado; Teresópolis, Belford Roxo e Itaboraí, muito menos. Pode ser lacuna do mapa ou característica do lugar, e a curadoria decide.

      População × registros no mapa (escala logarítmica)

      Fontes: Mapa de CT&I da SECTI-RJ, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026; IBGE, estimativas de população 2026. A linha é a razão média do estado. Os valores de cada município estão na tabela da seção Os 92 municípios, um a um.

      Especializações fortes sem registro de CT&I relacionado no mapa

      Como vimos no capítulo 4, especialização forte é o setor que, no município, tem pelo menos 100 empregos formais, responde por pelo menos 3% do emprego local e pesa pelo menos 1,5 vez o que pesa no estado. Cruzamos cada especialização com os registros do mapa que tratam do mesmo assunto. Em moda, madeira, papel e móveis, 24 municípios têm especialização forte e só Nova Friburgo tem um registro relacionado. Em alimentos são 17 de 24, em química e plásticos 13 de 16, em metalmecânica e naval 14 de 22. Na agropecuária há mais registros relacionados: dos 30 municípios fortes, só 2 estão sem registro. Em educação, a associação por palavras conta também laboratórios e projetos que ficam em universidades (1.164 registros, mais da metade do mapa); a comparação não distingue formação de pesquisa.

      Municípios com a especialização forte, com e sem registro de CT&I relacionado no mapa

      Com ao menos um registro relacionadoSem nenhum registro relacionado

      Fontes: MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025; especialização por município; extraído em 02/10/2026); Mapa de CT&I da SECTI-RJ, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026, associados a cada especialização por palavras do nome, da instituição, da categoria, dos domínios e dos setores. A correspondência é preliminar e será revisada pela equipe do mapa. Comércio não tem equivalente natural no mapa; em finanças e serviços empresariais, os registros relacionados são, em geral, carteiras de projetos e tetos territoriais de fomento da FAPERJ, que não representam o setor financeiro.

      As bolsas e auxílios de pesquisa da FAPERJ chegam mais à região metropolitana e às grandes universidades

      Entre 2020 e 2025, a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) contemplou e pagou bolsas e auxílios a pesquisadores e instituições do estado; bolsa é o valor pago a uma pessoa, e auxílio financia um projeto. A maior parte dos valores está na Região Metropolitana 1 (78% do total com região informada). A Metropolitana 2 (12%) e o Norte (6%) vêm em seguida; as demais regiões ficam abaixo de 2% cada, como o Médio Paraíba, com cerca de 0,7% do total com região informada. O retrato é do que foi pago, não do que foi pedido nem do potencial de cada região.

      Bolsas e auxílios contemplados e pagos por região, 2020 a 2025 (R$ milhões)

      Fonte: FAPERJ, Portfólio em rede, Sistema de Bolsas e Auxílios (bolsas e auxílios contemplados e pagos, 2020 a 2025), extraído em 01/10/2026. As regiões são as do portal e não foi conferida a correspondência exata com as Regiões de Governo da CEPERJ; só entram valores com região informada. O portal não define essas regiões nem informa se o valor é atribuído pela sede da instituição ou pelo local do pesquisador. R$ 2,52 bilhões dos R$ 2,80 bilhões (90%) têm região informada. Porcentagens sobre os R$ 2,52 bilhões com região informada.

      Bolsas e auxílios contemplados e pagos às 12 instituições que mais receberam, 2020 a 2025 (R$ milhões)

      BolsasAuxílios

      Fonte: FAPERJ, Portfólio em rede (universidades e outras instituições), extraído em 01/10/2026. Porcentagens sobre os R$ 2,80 bilhões pagos no total; as 12 instituições somam 81% desse valor.

      Bolsas e auxílios contemplados e pagos por grande área do conhecimento, 2020 a 2025 (R$ milhões)

      Fonte: FAPERJ, Portfólio em rede; só entram projetos que informaram a grande área na submissão. Extraído em 01/10/2026. Porcentagens sobre os R$ 2,80 bilhões pagos no total; as áreas informadas somam 94%.

      O portal informa R$ 2,80 bilhões contemplados e pagos no período. Os percentuais de instituições e áreas são sobre esse total; os de região, sobre o total com região informada. Os painéis por região, instituição e área somam menos que isso porque cada um considera só os registros com a informação preenchida. Não há dado por município, e o portal não descreve como cada pagamento é atribuído a uma região.

      Do retrato do que existe, passamos ao que pode ser construído a partir dele.Próximo capítulo: Caminhos a partir do que já existe

      Capítulo 6 de 7

      Caminhos a partir do que já existe

      Que formação técnica está perto de cada especialização, e que setores estão próximos do que cada município já faz? São leituras para discutir possibilidades, não previsões.

      Formação técnica da FAETEC perto de cada especialização

      Cruzamos os cursos por unidade que a Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC) enviou (planilha oficial recebida em 30/09/2026) com as especializações fortes dos municípios. Um município conta com curso do setor quando uma unidade a até 30 km em linha reta oferece ao menos um curso do mesmo setor. É ponto de partida para a equipe da SECTI discutir a oferta de cursos, não decisão nem ranking. Só parte das unidades teve cursos informados: onde a unidade próxima não informou curso, a situação é "sem informação" e não "sem curso". Em agropecuária e comércio o catálogo não permite concluir falta de curso: o único curso de agropecuária do catálogo está em unidade ainda sem ligação com a listagem oficial, e em comércio não há curso classificado. Só entra a FAETEC: cursos de outras redes (institutos federais, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e redes privadas) não foram considerados, então a ausência de unidade da FAETEC não indica falta de formação técnica no município.

      Municípios com especialização forte, por presença de curso do setor na FAETEC

      Curso do setor a até 30 kmUnidade próxima sem curso do setorNenhuma unidade a até 30 kmUnidade próxima sem cursos informados

      Consulte um município

      Fonte: FAETEC, planilha oficial de cursos por unidade (30/09/2026); MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026). Perto = unidade a até 30 km em linha reta, medida do ponto do município no mapa (não da sede) até a unidade; em 40 das 136 unidades da listagem a posição ainda é a do próprio município, porque o endereço não foi geocodificado, e nesses casos a distância é aproximada e pode alterar a situação do município. O setor de cada curso foi atribuído pelo nome e é preliminar. Cursos gerais (idiomas, Libras, Excel e Power BI) e de serviços pessoais não contam como curso de setor; cursos de informática e computação contam como informação e comunicação.

      Escolha um setor e veja onde a FAETEC já oferece curso perto dele

      Fonte: FAETEC, planilha oficial de cursos por unidade (recebida em 30/09/2026); MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026), especialização forte de cada município. Perto = unidade a até 30 km em linha reta, medida do ponto do município no mapa (não da sede); em 40 das 136 unidades da listagem a posição ainda é a do próprio município e a distância é aproximada. O setor de cada curso foi atribuído pelo nome e é preliminar.

      Setores próximos do que cada município já faz

      Regiões costumam avançar para setores parecidos com os que já têm, segundo a literatura, porque reaproveitam pessoas, fornecedores e conhecimento. Medimos essa proximidade pela frequência com que dois setores aparecem juntos nos municípios brasileiros. Esta é uma leitura de proximidade feita com a RAIS; não é o julgamento do Instituto de Estudos sobre o Rio de Janeiro (IERJ) sobre potencialidades (ver Por que "especialização" e não "vocação", em Como lemos os números) nem uma medida do que o município faz hoje (essa é a especialização). Não é previsão nem recomendação, e serve à discussão política. Aqui o setor é uma divisão da CNAE (52); nas dezessete especializações, cada setor junta várias divisões.

      Setores que mais aparecem entre os próximos, nos municípios analisados

      Fonte: MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026). Contagem de municípios do RJ em que o setor está entre os seis próximos do que o município já faz e em que ele ainda não é especializado. A contagem não mede tamanho: Rádio e televisão está entre os seis próximos em 28 municípios, mas em 10 deles não há emprego formal no setor, e nos 28 somam 313 vínculos (2,6% dos 12.213 do estado). Os três setores de construção se sobrepõem: 39 dos 63 municípios têm ao menos um deles entre os seis próximos.

      Município a município

      O que o município já tem

      Setores de maior emprego entre os que pesam mais no município do que no país, entre os 52 setores de base (com ao menos 20 vínculos).

      Setores próximos em que o município ainda não é especializado

      Os seis setores mais próximos do que o município já faz, entre aqueles em que ainda não é especializado (especializado = peso do setor no emprego dos 52 setores de base pelo menos igual ao do país e ao menos 20 vínculos). A barra mostra a posição do município entre os municípios do país com ao menos 1.000 vínculos nesses setores, no mesmo setor (100% é a maior proximidade); o número é o emprego formal atual no setor, que pode ser grande mesmo sem especialização. Posição abaixo de 50% fica abaixo da mediana desses municípios. Em 22 dos 63 municípios os seis ficam entre 90% e 100%, praticamente empatados, e a ordem entre eles não deve ser lida como ranking.

      Por fim, dois contextos que atravessam tudo isso: o dinheiro do petróleo que chega aos municípios e o desenvolvimento de cada um.Próximo capítulo: Royalties e desenvolvimento dos municípios

      Capítulo 7 de 7

      Royalties e desenvolvimento dos municípios

      Como os royalties do petróleo se distribuem entre os municípios, e como o desenvolvimento de cada um se relaciona com a formação e o emprego?

      Os royalties do petróleo chegam de forma desigual aos municípios do estado

      Em 2024, cinco municípios receberam pouco mais da metade dos royalties distribuídos aos municípios do estado, e os doze do Médio Paraíba, somados, receberam menos que Arraial do Cabo. Por habitante, os maiores valores estão em municípios de porte pequeno e médio, a maioria nas Baixadas Litorâneas e no Norte Fluminense, como Saquarema, Arraial do Cabo e Quissamã; Maricá e Macaé, bem maiores, também estão entre os dez primeiros. Os números mostram quanto recurso chegou a cada município, não como ele é usado.

      Royalties recebidos em 2024, 10 maiores municípios (R$ milhões)

      Fonte: ANP, distribuição de royalties por beneficiário, 2024 (concessão e partilha, até 5% e excedentes), valores nominais. Extraído em 01/10/2026. Porcentagens sobre os R$ 14,7 bilhões recebidos pelos 92 municípios em 2024.

      Royalties por habitante em 2024, 10 maiores (R$ por habitante)

      Fontes: ANP, royalties 2024 (extraído em 01/10/2026), divididos pela população estimada pelo IBGE para 2026.

      Royalties por Região de Governo em 2024 (R$ milhões)

      Fontes: ANP, royalties 2024 (extraído em 01/10/2026); CEPERJ, Regiões de Governo (conjunto PIB Municipal, arquivo de 2021, extraído em 29/09/2026). Porcentagens sobre os R$ 14,7 bilhões recebidos pelos 92 municípios em 2024.

      Não inclui participações especiais, o Fundo Especial (que a ANP lista à parte dos municípios) nem o repasse ao estado e à União, e não mostra o peso dos royalties na receita da prefeitura. Em valores nominais, o total pago aos 92 municípios foi de R$ 4,8 bilhões em 2019, R$ 13,5 bilhões em 2023 e R$ 14,7 bilhões em 2024 (usamos só esses três anos). Os royalties variam com produção, preço do petróleo e câmbio; não investigamos a causa dessa alta. Entre os 92 municípios, a ligação entre royalties por habitante (2024) e o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM, ano-base 2023) é fraca e positiva: correlação de 0,17 numa régua de -1 a 1, calculada com o logaritmo dos royalties por habitante. Isso não permite afirmar causa nem efeito.

      Onde há mais emprego tecnológico, o IFDM do município tende a ser maior; a qualidade da escola básica não acompanha a formação em engenharia e ciências

      O IFDM é o índice de desenvolvimento municipal da Firjan (de 0 a 1, com saúde, educação e emprego e renda); o Ideb mede a qualidade da escola. Municípios com mais emprego tecnológico por habitante tendem a ter IFDM um pouco maior (correlação moderada, 0,39); o mesmo vale para a formação em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, 0,33). É uma associação entre municípios, não mostra que um cause o outro. A formação STEM não tem relação com o Ideb dos anos finais: os municípios que mais formam em engenharia e ciências não são, em geral, os de melhor Ideb.

      IFDM por perfil (cada ponto é um município)

      Fonte: Firjan, IFDM 2025, ano-base 2023. Os valores de cada município estão na tabela da seção Os 92 municípios, um a um.

      Correlação entre pares de indicadores (92 municípios)

      A régua vai de −1 a 1. Perto de 1, os dois indicadores crescem juntos; perto de −1, quando um sobe o outro cai; perto de 0, um não tem relação com o outro. Registros no mapa e população têm correlação de Pearson quase 1 (0,98), mas ela depende da capital: sem o Rio de Janeiro cai para 0,53. A ordem dos municípios continua parecida nos dois casos (Spearman 0,80). Cidades grandes têm mais instituições, o que é esperado.

      Fontes: Firjan, IFDM 2025 (ano-base 2023); INEP, Ideb 2025 e Censo da Educação Superior 2024; MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026). Coeficiente de Pearson. O IFDM Educação inclui o Ideb entre seus componentes, por isso a correlação entre os dois é em parte mecânica.

      Agora é a sua vez: procure o seu município e veja como ele aparece em cada capítulo.A seguir: consulte cada município

      Os 92 municípios, um a um

      Busque um município ou filtre por perfil e região. Clique no título de uma coluna para ordenar.

      Fontes: INEP, Censo da Educação Superior 2024; MTE, RAIS 2025 (vínculos ativos em 31/12/2025, extraído em 02/10/2026); Firjan, IFDM 2025 (ano-base 2023); Mapa de CT&I da SECTI-RJ, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026; IBGE, estimativas de população 2026.

      Como lemos os números

      Formação

      Concluintes presenciais em 2024, segundo o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), nos cursos de computação e tecnologias da informação e comunicação (TIC), engenharia, produção e construção, e ciências naturais, matemática e estatística (áreas STEM, na sigla em inglês), por 100 mil habitantes (população: estimativa do IBGE para 2026). O curso conta no município onde é oferecido. Nos dois gráficos por rede, a instituição é pública (federal, estadual ou municipal) ou privada conforme a rede que informa ao INEP.

      Emprego tecnológico

      Vínculos formais ativos em 31/12/2025, da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em tecnologia da informação e serviços de informação (CNAE 62 e 63), pesquisa e desenvolvimento científico, indústria farmacêutica e fabricação de equipamentos de informática e eletrônicos, por mil habitantes (população: estimativa do IBGE para 2026). O P&D da RAIS (CNAE 72) reúne entidades públicas e privadas: 37% dos vínculos de P&D do estado são de estabelecimentos públicos, quase todos de um único estabelecimento, no Rio, e com as sociedades de economia mista e as empresas públicas passam de metade. As universidades ficam em educação (CNAE 85), então a RAIS não mede a pesquisa pública inteira; a pesquisa aparece também nos registros do mapa.

      Base de CT&I no mapa

      Registros publicados no Mapa de CT&I da SECTI-RJ (base v3.9.0), consultados em 04/10/2026: institutos, laboratórios, universidades, ambientes de inovação, P&D corporativo, infraestrutura digital e outros.

      Especializações

      Agrupamos as divisões da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) em dezessete setores: agropecuária; petróleo e mineração; alimentos; moda, madeira, papel e móveis; química e plásticos; metalmecânica e naval; energia, água e resíduos; construção; comércio; logística; turismo, hospedagem e alimentação; cultura e esporte; informação e comunicação; serviços técnicos; finanças e serviços empresariais; educação; saúde. A administração pública não é candidata a especialização (mede dependência do setor público), mas seus vínculos continuam no total do município e do estado usado para calcular os pesos; onde ela passa de um quarto do emprego, os demais setores pesam menos e podem ficar abaixo do corte. Também ficam fora dos dezessete setores a indústria farmacêutica e a de eletrônicos (CNAE 21 e 26), as associações e organizações sindicais, patronais e religiosas (94), a reparação de equipamentos e os serviços pessoais e domésticos (95 a 97) e os organismos internacionais (99): juntas, 3,1% dos vínculos do estado, que continuam no total usado como denominador. Especialização é o setor com quociente de especialização de pelo menos 1,5, ao menos 100 vínculos e 3% do emprego do município. Quando o quociente fica entre 1,1 e 1,5 (com os mesmos mínimos de vínculos e de peso), o setor aparece como "perto do corte", para que setores relevantes, como o turismo em algumas cidades, não sumam só por ficar abaixo de 1,5. Turismo, hospedagem e alimentação (hospedagem, restaurantes e agências de viagem) e cultura e esporte (artes, patrimônio, esporte e lazer) são setores separados desde 30/09/2026. Os registros de CT&I por especialização vêm de uma associação por palavras no nome, na instituição, na categoria, nos domínios, nos setores e, quando são até quatro, nas áreas do registro. A correspondência é preliminar e será revisada pela equipe do mapa.

      Três palavras que parecem iguais

      Especialização forte: o setor se destaca no município hoje (os três critérios acima). Perto do corte: o quociente ficou entre 1,1 e 1,5, com os mesmos mínimos de 100 vínculos e 3% do emprego do município. Especialização principal: entre as fortes, a de maior quociente no município.

      Por que "especialização" e não "vocação"

      Especialização descreve o que a economia local concentra hoje, medido pelos vínculos formais da RAIS. Não diz que aquele seja o único caminho da região, nem o melhor. Uma região pode se especializar em outros setores, e a CT&I pode ajudar tanto a fortalecer o que já existe quanto a abrir o que ainda não existe. A escolha de caminhos é decisão política e territorial, não resultado deste diagnóstico. A crítica ao termo é antiga na literatura regional: Piquet (2004) mostra, com o Norte Fluminense, que a base econômica de uma região pode mudar em poucas décadas e chama de ultrapassado o conceito de vocação regional para orientar a oferta de ensino superior; Sbardelati (2015), sobre Concórdia (SC), mostra como a suposta vocação naturaliza escolhas políticas e a oferta de cursos. Como a especialização também pode virar dependência de um único setor, ela deve ser lida junto com a diversificação e com os ativos de CT&I que o mapa registra.

      Referências: Piquet, R. Ensino superior e vocação regional: uma análise referida ao Norte Fluminense. Boletim Técnico do Senac, 2004; Sbardelati, C. Vocação regional e identidade profissional na construção do território: Concórdia, SC. Dissertação, FURB, 2015.

      O Instituto de Estudos sobre o Rio de Janeiro (IERJ) usa outra linguagem para um problema próximo: fala em sistemas produtivos com potencialidades, e não em vocação. Rabelo, Versiani e Osorio (2025) sugerem olhar quatro: o complexo econômico-industrial da saúde, o petróleo e gás, o conjunto turismo, cultura, entretenimento e esporte, e a agricultura familiar. É um julgamento dos autores sobre o que merece fomento; a especialização é uma medida nossa do que existe hoje. As duas leituras conversam, mas não são a mesma coisa, e por isso mantemos os termos separados.

      Referência: Rabelo, Versiani e Osorio. Pensando o Estado do Rio de Janeiro. Cadernos do Desenvolvimento Fluminense, n. 28, abril de 2025 (IERJ). Licença CC BY 4.0 indicada no PDF; consultado em 30/09/2026.

      Termos

      Vínculo (emprego formal contado em 31 de dezembro), RAIS, CNAE, quociente de especialização, "perto do corte", IFDM, Ideb e concluintes têm verbete no glossário.

      Comércio exterior

      Somamos o valor FOB, em dólares correntes, dos arquivos municipais de exportação e importação do MDIC, só das empresas com endereço fiscal no estado do Rio, separadas pelo código IBGE do município. Cada ano vai de janeiro a dezembro. A soma é de operações declaradas e não diz quantas empresas existem. A opção sem petróleo tira os códigos SH4 2709 (petróleo bruto) e 2710 (derivados) da exportação e da importação, e a série dos três anos usa sempre o mesmo critério. A especialização no emprego é da RAIS 2025 e os registros do mapa foram consultados em 04/10/2026; os dois aparecem como contexto, sem provar relação com a mercadoria.

      Uma única linha do arquivo pode mudar o ano inteiro de um município. Cada linha soma um produto, de um país, num mês, e pode reunir uma ou várias operações. Em setembro de 2025, a linha das plataformas flutuantes vindas de Singapura (SH4 8905) somou US$ 2,36 bilhões nas importações de empresas do município do Rio de Janeiro. Em agosto de 2024, outra linha do mesmo código, na exportação de Angra dos Reis, somou US$ 529 milhões, quase metade do que o município exportou naquele ano. Por isso a página mostra sempre a maior linha do ano escolhido e avisa quando ela chega a 40% do valor. Antes de ler um salto na série como mudança da economia local, veja se ele vem de uma linha só.

      O valor por quilo divide o valor em dólares pelo peso líquido declarado das mercadorias (campo KG_LIQUIDO do arquivo, sem embalagem). Matéria-prima pesa muito e vale pouco: em 2025, o minério de ferro deixou a exportação de Itaguaí em US$ 0,06 por quilo. Máquina e instrumento pesam pouco para o que valem: Angra dos Reis exportou a US$ 27,97 por quilo. A conta mistura produtos diferentes, então serve para comparar perfis de comércio, e não para medir a sofisticação de uma empresa.

      A parte em alta e média-alta tecnologia usa a classificação da OCDE (Galindo-Rueda e Verger, 2016), a mesma da página O RJ entre os estados. Ela ordena os ramos da indústria pelo quanto costumam investir em pesquisa: remédios, eletrônicos e aviões ficam no grupo alto; química, máquinas, equipamentos elétricos e veículos, no médio-alto. Os arquivos por município só trazem o código de quatro dígitos do produto, e a tabela do MDIC liga cada mercadoria a um ramo da indústria. Quando as mercadorias de um mesmo código caem em grupos diferentes, cada uma pesa pelo valor que o Brasil inteiro negociou dela no ano. Testamos esse atalho nos dados gerais do estado de 2023 a 2025: ele dá o mesmo resultado da classificação direta, com diferença menor que 0,1 ponto percentual. A classificação diz em que tipo de indústria a mercadoria costuma ser feita. Ela não mostra que a empresa daqui faz pesquisa, nem que o produto foi fabricado no município.

      Na importação aparece também o bloco de instrumentos de laboratório e pesquisa: microscópios (SH4 9011 e 9012), máquinas de ensaio de materiais (9024), instrumentos de análise física e química, como espectrômetros e cromatógrafos (9027), instrumentos de medida elétrica e de radiação (9030), outros instrumentos de medida (9031) e reagentes de laboratório (3822). Instrumento médico e raio X ficaram de fora porque são compra de hospital. O valor vem ao lado do número de registros de pesquisa e inovação que o mapa tem no município, para a equipe do mapa saber onde vale procurar laboratório que ainda não está registrado. Comprar instrumento não prova que o laboratório fica no município, e poucos registros não querem dizer que falta pesquisa ali.

      Para conferir os números. A tabela por município tem uma linha por ano, operação e território, com o estado (código 33) antes dos 92 municípios. Ela segue o padrão dos outros arquivos do site: texto em UTF-8 com marca de início (BOM), colunas separadas por ponto e vírgula, números inteiros sem separador de milhar. No R, abra com read.csv2("comex-rj-2023-2025.csv", fileEncoding = "UTF-8-BOM", colClasses = c(codigo_ibge = "character")). O script em R usa só o R básico: baixa os seis arquivos do MDIC (de 55 a 90 MB cada), filtra o RJ, refaz as somas e compara com a tabela, coluna por coluna, dizendo onde houver diferença. Todos os scripts de conferência do mapa ficam em Conferir em R. A coluna de tecnologia é a única que ele não refaz, porque depende da tabela de correspondência e da API do Comex Stat descritas acima. As colunas:

      ano, fluxo, codigo_ibge, municipio
      Ano completo; EXP para exportação e IMP para importação; código IBGE de 7 dígitos (33 para o estado); nome da malha do IBGE.
      valor_fob_usd, valor_fob_sem_petroleo_usd
      Soma de VL_FOB em dólares correntes; a segunda sem as posições SH4 2709 e 2710.
      peso_liquido_kg, peso_liquido_sem_petroleo_kg
      Soma de KG_LIQUIDO em quilos, com e sem 2709 e 2710.
      valor_alta_media_alta_tecnologia_usd
      Parte do valor em alta e média-alta intensidade tecnológica (OCDE), em dólares, arredondada para o inteiro mais próximo.
      valor_instrumentos_laboratorio_usd
      Soma de VL_FOB nas posições SH4 9011, 9012, 9024, 9027, 9030, 9031 e 3822.
      maior_linha_sh4, maior_linha_pais_codigo, maior_linha_pais, maior_linha_mes, maior_linha_valor_usd
      A linha do arquivo de maior VL_FOB no ano (um SH4, um país, um mês); no empate, a que vem primeiro no arquivo. Vazia onde não houve operação.
      maior_linha_sem_petroleo_*
      As mesmas cinco colunas, fora das posições 2709 e 2710.

      Formação técnica da FAETEC

      Os cursos de cada unidade vêm da planilha oficial da FAETEC (recebida em 30/09/2026) e são ligados às unidades da listagem oficial de 31/08/2026 (nome, município e endereço). A ligação é automática quando os nomes coincidem depois de normalizados e "provável" quando há um único candidato pelo município e pela diretoria; as prováveis aguardam confirmação da FAETEC. Cada curso é classificado em uma das especializações por palavras do nome, e a classificação é preliminar. A comparação usa o critério de 30 km em linha reta entre o ponto do município no mapa (não a sede) e a unidade. Em 40 das 136 unidades da listagem a posição ainda é a do próprio município, porque o endereço não foi geocodificado; nesses casos a distância é aproximada e pode alterar a situação do município. Mede a presença de curso do mesmo setor, não vagas, turnos ou matrículas. A situação de cada município está na consulta por município, nas seções acima.

      Setores próximos

      A seção "Setores próximos do que cada município já faz" usa a RAIS 2025 do Brasil inteiro, em 52 divisões CNAE de base produtiva e tecnológica; só as que são especialização em pelo menos 150 municípios do país (35 das 52) concorrem a aparecer como próximas, porque com poucos casos a proximidade não se mede, e ficam de fora, entre outros, software e TI, pesquisa e desenvolvimento, farmacêutica, informática e eletrônica, petróleo e gás e naval, que aparecem apenas na lista do que o município já tem. Dois setores são próximos quando costumam aparecer juntos nos mesmos municípios (o menor entre as duas probabilidades condicionais). A densidade de um setor num município é a proximidade dele com os setores que o município já tem, e é comparada com a dos demais municípios do país. Os passos, os limiares e a validação constam da documentação do projeto e podem ser pedidos à equipe do mapa.

      Perfis

      Polo consolidado: forma e emprega. Emprego tecnológico sem formação local: tem emprego e forma abaixo do corte de 50 (inclui quem forma pouco, não só quem não forma). Forma talento, emprego tecnológico fraco: forma, mas fica abaixo de 1 vínculo por mil habitantes ("fraco" descreve só a posição em relação ao corte, não explica a causa). Base ainda pequena: pouco nos dois. Os cortes são 50 concluintes presenciais por 100 mil habitantes e 1 vínculo por mil habitantes; são convenção, e em município pequeno um único estabelecimento pode mudar o perfil. Os perfis não mostram a formação a distância (53% dos concluintes de 2024, contados no polo) nem a que fica fora do estado, o emprego informal, a pesquisa pública fora da RAIS ou onde a pessoa mora (o vínculo conta onde fica o estabelecimento). A tabela completa traz os números para refazer com outros cortes.

      Fontes de pesquisa

      1. INEP. Censo da Educação Superior 2024, microdados de cursos e de instituições. Extraído em 29/09/2026.
      2. Ministério do Trabalho e Emprego. RAIS 2025, microdados de estabelecimentos. Extraído em 02/10/2026.
      3. Firjan. Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), edição 2025, ano-base 2023. Extraído em 29/09/2026.
      4. INEP. Ideb 2025, resultados por município, rede pública (municipal e estadual). Extraído em 01/10/2026.
      5. Receita Federal. Dados abertos do CNPJ, edição de setembro de 2026 (estabelecimentos e empresas). Extraído em 01/10/2026.
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      8. ANP. Royalties e outras participações, distribuição de royalties por beneficiário 2019, 2023 e 2024. Extraído em 01/10/2026.
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      10. CEPERJ. PIB Municipal e Regiões de Governo, dados abertos do Estado do Rio de Janeiro, arquivo do PIB municipal 2021. Extraído em 29/09/2026.
      11. SECTI-RJ. Mapa de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026.
      12. MDIC/Secex. Comex Stat, CSVs municipais 2023–2025 e tabelas de correlação de códigos, dados por domicílio fiscal da empresa declarante; valor nacional por NCM na API do Comex Stat, para a classificação tecnológica. Arquivos baixados em 15/10/2026.
      Diagnóstico gerado em 04/10/2026 a partir dos dados publicados do Mapa de CT&I da SECTI-RJ.