O Rio por sistema produtivo
Quatro recortes para olhar o estado: o complexo econômico-industrial da saúde, o petróleo e gás, o conjunto turismo, cultura, entretenimento e esporte, e a agricultura. Rabelo, Versiani e Osorio (2025) sugerem observar o estado por esses sistemas. Uma quinta aba, de economia de guerra, mostra a indústria que pode servir à defesa. Em cada aba há o emprego formal por município e região, as especializações e o que o mapa registra, a formação técnica da FAETEC por perto e o fomento.
Prefere o retrato geral, com formação, emprego tecnológico e os 92 municípios? Veja o Diagnóstico. Os seis complexos econômicos do plano estratégico do estado estão em O Rio pelos complexos do PEDES. "Vínculo" é um emprego formal, com carteira assinada ou de servidor público, contado em 31 de dezembro, e os dados de emprego vêm da RAIS, o cadastro oficial do Ministério do Trabalho. Siglas e termos estão no glossário.
O complexo econômico-industrial da saúde
341.821 vínculos formais em 2025 (+4,2% sobre 2024), 7,0% do emprego formal do estado. Os cinco maiores municípios reúnem 75% desse emprego. Os grupos de atividades considerados: Atenção à saúde e assistência social (CNAE 86 a 88); Indústria farmacêutica (CNAE 21).
Onde estão os empregos: 10 maiores municípios, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 e 2024 (extraído em 02/10/2026), vínculos ativos em 31/12, nos grupos de atividades acima. Entre parênteses, o peso do sistema no emprego do próprio município.
Peso do sistema no emprego de cada região de governo, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 (extraído em 02/10/2026); CEPERJ, Regiões de Governo. O quociente mostra quantas vezes o peso na região supera o peso no estado (pelo menos 1,5, especialização regional).
Especializações fortes e o que o mapa registra
Saúde: especialização forte em 8 municípios (Conceição de Macabu, Bom Jesus do Itabapoana, Cantagalo, Campos dos Goytacazes, Nova Iguaçu, Pinheiral…). O mapa tem 226 registros relacionados, 11 deles nesses municípios; sem registro relacionado: Conceição de Macabu, Bom Jesus do Itabapoana, Cantagalo, Nova Iguaçu, Quatis, Saquarema.
Fontes: MTE, RAIS 2025; Mapa de CT&I da SECTI-RJ, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026, associados a cada especialização por palavras do nome, da instituição, da categoria, dos domínios e dos setores. A correspondência é preliminar e será revisada pela equipe do mapa.
Formação técnica da FAETEC perto das especializações
Saúde: dos 8 municípios avaliados com especialização forte, 4 com curso do setor a até 30 km; 2 sem curso do setor; 2 com unidade próxima sem cursos informados; 0 sem unidade perto. O catálogo enviado tem 12 cursos do setor.
Fonte: FAETEC, planilha oficial de cursos por unidade (30/09/2026); MTE, RAIS 2025. Perto é uma unidade a até 30 km em linha reta. O setor de cada curso foi atribuído pelo nome e é preliminar.
Fomento e recursos públicos
Referência ampla, não específica do setor: a grande área reúne todos os projetos da área.
A FAPERJ pagou R$ 343 milhões em bolsas e auxílios na grande área Ciências da Saúde (12,3% do total do portal).
A FAPERJ pagou R$ 770 milhões em bolsas e auxílios na grande área Ciências Biológicas (27,6% do total do portal).
Fonte: FAPERJ, Portfólio em rede, bolsas e auxílios contemplados e pagos de 2020 a 2025 (extraído em 01/10/2026); só projetos com grande área informada. A grande área é a do projeto, não a do setor produtivo.
O que esta aba não mostra. A RAIS cobre os serviços de saúde (CNAE 86 a 88) e a indústria farmacêutica (CNAE 21). Ficam fora a fabricação de equipamentos e materiais médicos e odontológicos, o comércio de medicamentos e a pesquisa em saúde, que o complexo da saúde também reúne. Também não temos leitos nem estabelecimentos do CNES, nem a balança comercial do setor.
Petróleo e gás
52.210 vínculos formais em 2025 (+4,4% sobre 2024), 1,1% do emprego formal do estado. Os cinco maiores municípios reúnem 92% desse emprego. Os grupos de atividades considerados: Petróleo, gás e mineração (CNAE 05 a 09).
Onde estão os empregos: 10 maiores municípios, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 e 2024 (extraído em 02/10/2026), vínculos ativos em 31/12, nos grupos de atividades acima. Entre parênteses, o peso do sistema no emprego do próprio município.
Peso do sistema no emprego de cada região de governo, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 (extraído em 02/10/2026); CEPERJ, Regiões de Governo. O quociente mostra quantas vezes o peso na região supera o peso no estado (pelo menos 1,5, especialização regional).
Especializações fortes e o que o mapa registra
Petróleo, gás e mineração: especialização forte em 3 municípios (Macaé, Rio das Ostras, São João da Barra). O mapa tem 61 registros relacionados, 11 deles nesses municípios.
Fontes: MTE, RAIS 2025; Mapa de CT&I da SECTI-RJ, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026, associados a cada especialização por palavras do nome, da instituição, da categoria, dos domínios e dos setores. A correspondência é preliminar e será revisada pela equipe do mapa.
Formação técnica da FAETEC perto das especializações
Petróleo e mineração: dos 3 municípios avaliados com especialização forte, 1 com curso do setor a até 30 km; 0 sem curso do setor; 2 com unidade próxima sem cursos informados; 0 sem unidade perto. O catálogo enviado tem 1 curso do setor.
Fonte: FAETEC, planilha oficial de cursos por unidade (30/09/2026); MTE, RAIS 2025. Perto é uma unidade a até 30 km em linha reta. O setor de cada curso foi atribuído pelo nome e é preliminar.
Fomento e recursos públicos
Referência ampla, não específica do setor: a grande área reúne todos os projetos da área.
A FAPERJ pagou R$ 364 milhões em bolsas e auxílios na grande área Engenharias (13,0% do total do portal).
Os royalties do petróleo distribuídos aos municípios estão logo abaixo.
Fonte: FAPERJ, Portfólio em rede, bolsas e auxílios contemplados e pagos de 2020 a 2025 (extraído em 01/10/2026); só projetos com grande área informada. A grande área é a do projeto, não a do setor produtivo.
O que esta aba não mostra. Aqui entram a extração e as atividades de apoio (CNAE 05 a 09). O refino (CNAE 19), a construção naval e offshore, a metalmecânica de apoio e os serviços de engenharia do setor aparecem em outros grupos (química e metalmecânica e naval) e o mapa os trata em camadas próprias. Não temos a produção por campo nem as participações especiais.
Os royalties do petróleo chegam de forma desigual aos municípios do estado
Em 2024, cinco municípios receberam pouco mais da metade dos royalties distribuídos aos municípios do estado, e os doze do Médio Paraíba, somados, receberam menos que Arraial do Cabo. Por habitante, os maiores valores estão em municípios de porte pequeno e médio, a maioria nas Baixadas Litorâneas e no Norte Fluminense, como Saquarema, Arraial do Cabo e Quissamã; Maricá e Macaé, bem maiores, também estão entre os dez primeiros. Os números mostram quanto recurso chegou a cada município, não como ele é usado.
Royalties recebidos em 2024, 10 maiores municípios (R$ milhões)
Fonte: ANP, distribuição de royalties por beneficiário, 2024 (concessão e partilha, até 5% e excedentes), valores nominais. Extraído em 01/10/2026. Porcentagens sobre os R$ 14,7 bilhões recebidos pelos 92 municípios em 2024.
Royalties por habitante em 2024, 10 maiores (R$ por habitante)
Fontes: ANP, royalties 2024; IBGE, estimativas de população 2026.
Royalties por Região de Governo em 2024 (R$ milhões)
Fontes: ANP, royalties 2024 (extraído em 01/10/2026); CEPERJ, Regiões de Governo. Porcentagens sobre os R$ 14,7 bilhões recebidos pelos 92 municípios em 2024.
Não inclui participações especiais, o Fundo Especial (que a ANP lista à parte dos municípios) nem o repasse ao estado e à União, e não mostra o peso dos royalties na receita da prefeitura. Em valores nominais, o total pago aos 92 municípios foi de R$ 4,8 bilhões em 2019, R$ 13,5 bilhões em 2023 e R$ 14,7 bilhões em 2024 (usamos só esses três anos). Os royalties variam com produção, preço do petróleo e câmbio; não investigamos a causa dessa alta. Entre os 92 municípios, a ligação entre royalties por habitante (2024) e o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM, ano-base 2023) é fraca e positiva: correlação de 0,17 numa régua de -1 a 1, calculada com o logaritmo dos royalties por habitante. Isso não permite afirmar causa nem efeito.
Turismo, cultura, entretenimento e esporte
317.263 vínculos formais em 2025 (+4,2% sobre 2024), 6,5% do emprego formal do estado. Os cinco maiores municípios reúnem 70% desse emprego. Os grupos de atividades considerados: Hospedagem, alimentação fora do lar e agências de viagem (CNAE 55, 56 e 79); Artes, cultura, patrimônio, esporte e lazer (CNAE 90 a 93).
Onde estão os empregos: 10 maiores municípios, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 e 2024 (extraído em 02/10/2026), vínculos ativos em 31/12, nos grupos de atividades acima. Entre parênteses, o peso do sistema no emprego do próprio município.
Peso do sistema no emprego de cada região de governo, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 (extraído em 02/10/2026); CEPERJ, Regiões de Governo. O quociente mostra quantas vezes o peso na região supera o peso no estado (pelo menos 1,5, especialização regional).
Especializações fortes e o que o mapa registra
Turismo, hospedagem e alimentação: especialização forte em 6 municípios (Armação dos Búzios, Paraty, Itatiaia, Mangaratiba, Arraial do Cabo, Cabo Frio). O mapa tem 3 registros relacionados, 0 deles nesses municípios; sem registro relacionado: Armação dos Búzios, Paraty, Itatiaia, Mangaratiba, Arraial do Cabo, Cabo Frio.
Cultura, patrimônio, esporte e lazer: especialização forte em 1 município (Cantagalo). O mapa tem 90 registros relacionados, 0 deles nesses municípios; sem registro relacionado: Cantagalo.
Fontes: MTE, RAIS 2025; Mapa de CT&I da SECTI-RJ, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026, associados a cada especialização por palavras do nome, da instituição, da categoria, dos domínios e dos setores. A correspondência é preliminar e será revisada pela equipe do mapa.
Formação técnica da FAETEC perto das especializações
Turismo e hospedagem: dos 6 municípios avaliados com especialização forte, 4 com curso do setor a até 30 km; 0 sem curso do setor; 2 com unidade próxima sem cursos informados; 0 sem unidade perto. O catálogo enviado tem 20 cursos do setor.
Cultura, esporte e lazer: dos 1 município avaliado com especialização forte, 0 com curso do setor a até 30 km; 1 sem curso do setor; 0 com unidade próxima sem cursos informados; 0 sem unidade perto. O catálogo enviado tem 32 cursos do setor.
Fonte: FAETEC, planilha oficial de cursos por unidade (30/09/2026); MTE, RAIS 2025. Perto é uma unidade a até 30 km em linha reta. O setor de cada curso foi atribuído pelo nome e é preliminar.
Fomento e recursos públicos
Não há um recorte público de fomento por este tema nas fontes que usamos.
Fonte: FAPERJ, Portfólio em rede, bolsas e auxílios contemplados e pagos de 2020 a 2025 (extraído em 01/10/2026); só projetos com grande área informada. A grande área é a do projeto, não a do setor produtivo.
O que esta aba não mostra. Entram hospedagem, restaurantes, agências de viagem e as atividades de artes, cultura, esporte e lazer. Ficam fora o audiovisual e a mídia (CNAE 59 e 60), que estão em informação e comunicação, a economia criativa informal e os eventos pontuais. Não temos o fluxo de turistas nem o cadastro do Cadastur.
Agricultura e indústria de alimentos
78.808 vínculos formais em 2025 (+0,5% sobre 2024), 1,6% do emprego formal do estado. Os cinco maiores municípios reúnem 44% desse emprego. Os grupos de atividades considerados: Agropecuária, floresta e pesca (CNAE 01 a 03); Alimentos, bebidas e fumo (CNAE 10 a 12).
Onde estão os empregos: 10 maiores municípios, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 e 2024 (extraído em 02/10/2026), vínculos ativos em 31/12, nos grupos de atividades acima. Entre parênteses, o peso do sistema no emprego do próprio município.
Peso do sistema no emprego de cada região de governo, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 (extraído em 02/10/2026); CEPERJ, Regiões de Governo. O quociente mostra quantas vezes o peso na região supera o peso no estado (pelo menos 1,5, especialização regional).
Especializações fortes e o que o mapa registra
Agropecuária, floresta e pesca: especialização forte em 30 municípios (Rio Claro, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Duas Barras, São Francisco de Itabapoana, São José do Vale do Rio Preto…). O mapa tem 158 registros relacionados, 42 deles nesses municípios; sem registro relacionado: Laje do Muriaé, Areal.
Alimentos, bebidas e fumo: especialização forte em 24 municípios (São José do Vale do Rio Preto, Comendador Levy Gasparian, Macuco, Varre-Sai, Valença, Laje do Muriaé…). O mapa tem 62 registros relacionados, 16 deles nesses municípios; sem registro relacionado: São José do Vale do Rio Preto, Comendador Levy Gasparian, Macuco, Laje do Muriaé, Miracema, Piraí, Cachoeiras de Macacu, Porciúncula….
Fontes: MTE, RAIS 2025; Mapa de CT&I da SECTI-RJ, registros da base v3.9.0, consultados em 04/10/2026, associados a cada especialização por palavras do nome, da instituição, da categoria, dos domínios e dos setores. A correspondência é preliminar e será revisada pela equipe do mapa.
Formação técnica da FAETEC perto das especializações
Agropecuária: dos 30 municípios avaliados com especialização forte, 0 com curso do setor a até 30 km; 5 sem curso do setor; 21 com unidade próxima sem cursos informados; 4 sem unidade perto. O catálogo enviado tem 1 curso do setor.
Alimentos e bebidas: dos 24 municípios avaliados com especialização forte, 3 com curso do setor a até 30 km; 3 sem curso do setor; 15 com unidade próxima sem cursos informados; 3 sem unidade perto. O catálogo enviado tem 5 cursos do setor.
Fonte: FAETEC, planilha oficial de cursos por unidade (30/09/2026); MTE, RAIS 2025. Perto é uma unidade a até 30 km em linha reta. O setor de cada curso foi atribuído pelo nome e é preliminar.
Fomento e recursos públicos
Referência ampla, não específica do setor: a grande área reúne todos os projetos da área.
A FAPERJ pagou R$ 197 milhões em bolsas e auxílios na grande área Ciências Agrárias (7,1% do total do portal).
Fonte: FAPERJ, Portfólio em rede, bolsas e auxílios contemplados e pagos de 2020 a 2025 (extraído em 01/10/2026); só projetos com grande área informada. A grande área é a do projeto, não a do setor produtivo.
O que esta aba não mostra. A RAIS conta só o emprego com carteira, e a agricultura familiar quase não tem vínculo formal. Este recorte soma toda a agropecuária e não separa a familiar da patronal. Para isso faltam o Censo Agropecuário do IBGE (estabelecimentos e pessoal ocupado por município e tipo de agricultura) e dados de crédito (Pronaf) e de assistência técnica. Esse dado ainda não foi incorporado.
Economia de guerra
14.838 vínculos formais em 2025 (+10,3% sobre 2024), 0,3% do emprego formal do estado. Os cinco maiores municípios reúnem 100% desse emprego. Os grupos de atividades considerados: Equipamento bélico pesado, armas e munições (CNAE 25.50); Construção de embarcações e estruturas flutuantes (CNAE 30.11); Fabricação de aeronaves (CNAE 30.41); Veículos militares de combate (CNAE 30.50).
Onde estão os empregos: 10 maiores municípios, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 e 2024 (extraído em 15/10/2026), vínculos ativos em 31/12, nos grupos de atividades acima. Entre parênteses, o peso do sistema no emprego do próprio município. Ao passar o mouse sobre a barra aparecem o segmento e as principais ocupações, em porcentagem dos empregos do município, só de 2025 (RAIS de vínculos, ocupações pela CBO 2002 do Ministério do Trabalho). Esse detalhe só aparece onde há pelo menos 3 estabelecimentos e 50 vínculos, para não expor uma empresa sozinha. Ocupação com menos de 10 vínculos fica de fora.
Peso do sistema no emprego de cada região de governo, 2025
Fonte: MTE, RAIS 2025 (extraído em 15/10/2026); CEPERJ, Regiões de Governo. O quociente mostra quantas vezes o peso na região supera o peso no estado (pelo menos 1,5, especialização regional).
Fomento e recursos públicos
Referência ampla, não específica do setor: a grande área reúne todos os projetos da área.
A FAPERJ pagou R$ 364 milhões em bolsas e auxílios na grande área Engenharias (13,0% do total do portal).
Fonte: FAPERJ, Portfólio em rede, bolsas e auxílios contemplados e pagos de 2020 a 2025 (extraído em 01/10/2026); só projetos com grande área informada. A grande área é a do projeto, não a do setor produtivo.
À parte: segurança privada, 2025
A segurança privada é um serviço, não uma indústria de defesa, e por isso fica fora do total acima. Ela soma vigilância (CNAE 80.11), transporte de valores (80.12) e monitoramento de alarmes e câmeras (80.20): 62.899 vínculos formais em 2025 (+4,1% sobre 2024), 1,3% do emprego formal do estado. Vigilância e segurança privada (CNAE 80.11): 50.719; Transporte de valores (CNAE 80.12): 6.877; Monitoramento de sistemas de segurança (CNAE 80.20): 5.303.
Fonte: MTE, RAIS 2025 e 2024 (extraído em 15/10/2026), vínculos ativos em 31/12. A RAIS conta o vínculo no endereço da empresa, não onde o vigilante trabalha: uma empresa com sede na capital e postos na Baixada aparece toda na capital. Por isso o Rio de Janeiro concentra quase tudo. Ficam fora os vigilantes contratados direto por bancos, lojas e condomínios, que a RAIS registra na atividade de quem contrata. Ao passar o mouse sobre a barra aparecem o segmento e as principais ocupações, em porcentagem dos empregos do município, só de 2025 (RAIS de vínculos, ocupações pela CBO 2002 do Ministério do Trabalho). Esse detalhe só aparece onde há pelo menos 3 estabelecimentos e 50 vínculos, para não expor uma empresa sozinha. Ocupação com menos de 10 vínculos fica de fora.
O que esta aba não mostra. A indústria de defesa não tem um código próprio na classificação de atividades (CNAE). Juntamos quatro atividades: armas e munições (25.50), construção de embarcações (30.11), aeronaves (30.41) e veículos militares de combate (30.50). Duas delas misturam o civil com o militar: um estaleiro que faz plataforma de petróleo e um que faz submarino entram do mesmo jeito, e a RAIS não separa um do outro. Por isso este número mede a base industrial que pode servir à defesa, não só a produção militar. Fica fora o emprego das próprias Forças Armadas (84.22), que é serviço público, e também a eletrônica, os sistemas e o software de defesa, que estão espalhados em outras atividades. No Rio, armas, munições e veículos militares não têm nenhum vínculo formal registrado, e quase todo o recorte é construção naval.
Como lemos os números
Cada sistema é uma soma de grupos de atividades (divisões da CNAE 2.0) da RAIS, menos a economia de guerra, que soma quatro classes (um nível mais detalhado da CNAE) lidas direto dos microdados, e o que a RAIS não cobre está descrito no fim de cada aba. Especialização é uma medida: o peso do setor no emprego do município é pelo menos 1,5 vez o peso no estado, com 100 vínculos ou mais e 3% ou mais do emprego local. A leitura de setores próximos (proximidade medida com a RAIS) está no Diagnóstico, junto com o método completo, as definições, as fontes de pesquisa e os limites. Os registros do mapa são relacionados a cada especialização por palavras e a correspondência é preliminar. Na agricultura, o texto de referência fala de agricultura familiar, que a RAIS não separa; os números mostram toda a agropecuária.